Região

Estiagem deixa lavouras de milho em situação crítica na região

Vários produtores já estimam perda de potencial significativo.

A seca que persiste na região de Campo Mourão já deixa as lavouras de milho safrinha em situação crítica. Há um mês e meio não chove e multas plantações estão morrendo com a falta de água. A esperança é que a previsão se confirme com a chegada da chuva à região a partir desta quarta-feira (16), amenizando a situação.

No campo, o clima é de muita apreensão. Vários produtores já estimam perda de potencial significativo. Ou seja, os prejuízos já são certos. “A situação está crítica, estamos ansiosos no aguardo da chuva, mas o clima está muito estranho”, comentou o produtor rural, Gabriel Jort. Segundo ele, a terra está rachada nos pés de milho e lavouras inteiras estão murchas. Ele estima uma perda de produtividade em 35% em sua propriedade. E se não chover logo, só os prejuízos só tendem a aumentar.

Jort comentou que a última chuva significativa em sua propriedade ocorreu no dia 31 de março: 50 milímetros. Ele disse que em 40 anos nunca vivenciou uma situação como esta. “É de preocupar”, afirmou. O produtor plantou 60 alqueires, sua lavoura está na fase de frutificação, período mais crítico da cultura. “Nem estamos mais acreditando na previsão do tempo, porque todas as outras erraram”, comentou. Na região da Comcam, já há casos em que alguns agricultores estão acionando o seguro rural, devido as grandes perdas em consequência da estiagem prolongada.

De acordo com o Instituto Simepar, o Paraná está passando por um período mais seco, que pode ser caracterizado como um veranico. Uma massa seca envolve todo o Estado desde o mês de abril, contrariando as tendências que foram delineadas anteriormente. As previsões são de que a chuva volte a atingir a região a partir desta quarta-feira.

DERAL

O Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à secretaria estadual da Agricultura, em Campo Mourão, divulgará um balanço das perdas na região a partir do dia 20 deste mês. No entanto, levantamento prévio de campo indica para perdas consideráveis.

As culturas que estão na fase de frutificação e floração são as mais prejudicas. Conforme o Deral, as perdas são irreversíveis. “A chuva vai amenizar, mas as perdas não serão recuperadas”, comentou o economista do Deral, Anderson Roberto dos Santos.

Conforme o Deral, a última chuva significativa ocorreu na região no dia final do mês de abril, o plantio já estava finalizado. Outra preocupação é o plantio do trigo que está atrasado. Na região, apenas 5% da área está cultivada. “Se o clima estivesse em condições normais, o plantio já era para estar em mais de 50%”, frisou Santos.