Região

Fórum regional debate o fim da vacinação contra febre aftosa

O Paraná vai antecipar de 2021 para maio deste ano a retirada da vacinação contra a febre aftosa, conforme confirmado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para discutir o assunto, será realizando nesta terça-feira (14), um fórum regional para debater com entidades do setor agropecuário as ações necessárias para o reconhecimento do status de área livre de febre aftosa, sem vacinação.

O evento reunirá pecuaristas; entidades e lideranças do setor agropecuário no Estado; representantes dos poderes executivos e legislativos; entidades de classe; empresas de planejamento; órgãos e técnicos do setor agropecuário (público e privado) de toda a região da Comcam. O encontro será a partir das 13 horas, no Centro de Eventos de Paranavaí, localizado na Avenida Dp. Heitor Alencar Furtado, 3260.

todo serão realizados seis fóruns regionais. Além de Paranavaí, acontecem também em Cornélio Procópio (15), Curitiba (16), Guarapuava (21), Pato Branco (22) e Cascavel (23). De acordo com o supervisor regional da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), em Campo Mourão, Emanuel Roberto da Silva Vaccarelli, durante o encontro serão discutidas as principais mudanças no sistema de vigilância para febre aftosa após a suspensão da vacinação.

Segundo o supervisor, serão debatidos, por exemplo, os impactos da medida na economia, o porquê da retirada da vacina, e como isso pode afetar o setor. “Todas as regionais estarão presentes no evento”, ressaltou.

O fórum contará com as palestras “Saiba o que muda após a suspensão da vacina contra febre aftosa”, com Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar; e “Por que o Paraná deve parar de vacinar?”, com Elias José Zydek, diretor executivo da Frimesa, que serão realizadas respectivamente às 14 horas e 14h30. Já das 15 às 16 horas, haverá espaço aberto para as autoridades.

De acordo com a Adapar, o Paraná ocupa a primeira posição do ranking nacional na produção e exportação de frango de corte, e a terceira posição na produção de carne suína. As duas cadeias têm grande importância econômica para o Estado, e geram emprego e renda. A suinocultura, assim como a bovinocultura de corte, tem grande potencial de crescimento com o advento da suspensão da vacina contra febre aftosa, ao agregar valor aos seus produtos.

A suspensão da vacina contra febre aftosa pelo Paraná, que pertence ao bloco V conforme definição do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), foi pleiteada pelo Estado para que a última campanha de vacinação seja em maio de 2019. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entendeu, após duas auditorias no serviço veterinário oficial do estado, que o Paraná tem condições de suspender a vacinação e buscar o status de livre sem vacinação.

No entanto, o processo gera algumas mudanças, principalmente no trânsito interestadual de animais de produção, a exemplo da proibição do ingresso de animais vacinados no Estado. Assim, todas as alterações devem ser comunicadas estrategicamente, antes de encerrar a campanha de vacinação de maio, a toda a sociedade, em especial aos agentes ligados ao agronegócio.

Conforme a Adapar, o reconhecimento do Estado como livre de febre aftosa sem vacinação provocará uma transformação nas cadeias produtivas de proteínas animal, impulsionando significativamente as exportações de carnes e derivados na mesma medida em que os principais mercados consumidores, que simplesmente não compram carne de regiões que vacinam contra febre aftosa, eliminarão as restrições impostas.