Campo Mourão

Greve dos Correios não afeta agências de Campo Mourão

Apesar da greve deflagrada nesta segunda-feira (12) pelos funcionários dos Correios, todas as três agências de Campo Mourão estão funcionando normalmente, conforme a assessoria de imprensa da empresa. Não há informações da quantidade de servidores locais paralisados. Segundo a assessoria de imprensa da estatal, 6,55% dos servidores do Paraná aderiram ao movimento. O número está abaixo da média nacional, que é 12,85%.

A greve é por tempo indeterminado. Apesar de a paralização ter iniciado ontem, vários mourãoenses tem enfrentado transtornos com atraso de entregas há vários dias. Este é caso do auxiliar de serviços gerais, Rinaldo Ortega Fonseca. Ele informou que fez a compra de uma peça pela internet para sua motocicleta no dia 24 de fevereiro, mas até o momento não recebeu a encomenda. “Quando fiz a compra, a data prevista de entrega era no dia 3 de março, porém o envio foi reprogramado com previsão de entrega entre 8 e 12 de março”, falou.

Segundo ele, a mercadoria foi comprada em Vianópolis, Goiás e o envio feito pelo sistema de entrega econômica, conhecido também como PAC. Ontem era o prazo final da entrega, mas até o momento desta entrevista ainda não havia recebido a mercadoria. “Fico imaginando os transtornos que enfrentam as pessoas que dependem destas entregas para ganhar o seu salário”, frisou.

Por nota encaminhada à TRIBUNA na tarde dessa segunda-feira (12), respondendo à solicitação de informações do jornal, a assessoria de imprensa dos Correios informou que a greve está relacionada, essencialmente, às discussões sobre o custeio do plano de saúde da empresa, que atualmente contempla, além dos empregados, dependentes e cônjuges, também pais e mães dos titulares.

"O assunto foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho, que apresentou proposta aceita pelos Correios mas recusada pelas representações dos trabalhadores. Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST”, diz a nota da estatal. Segundo a empresa, os custos do plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos Correios, ou uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão ao ano.

Ainda conforme a nota, a paralisação parcial, iniciada ontem por alguns sindicatos da categoria, ainda não tem reflexos nos serviços de atendimento dos Correios. Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis. “Neste fim de semana (10 e 11), os Correios já colocaram em prática seu Plano de Continuidade de Negócios, de forma preventiva, para minimizar os impactos à população”, reforçou o comunicado. No Paraná, a informação é que 93,45% do efetivo está trabalhando normalmente, o que corresponde a 5.483 empregados.

Entre as razões para a greve estão também alterações no plano de cargos, carreiras e salários; cobrança de mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde; suspensão de férias a partir de abril para carteiros, atendentes e operadores de cargas; redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa; extinção do cargo de operador de triagem e transbordo (responsável pelo processo de tratamento e encaminhamento de cartas e encomendas); fechamento agências próprias por todo o Brasil; não realização de concurso público desde 2011 e planos de demissão voluntária que reduziram o número de funcionários.