Campo Mourão

Greve dos servidores inicia com escolas vazias em Campo Mourão e região

Em algumas escolas, quadro de professores está reduzido entre 80 a 90% enquanto em outras 100% das atividades foram paralisadas.

A greve dos servidores estaduais iniciou nessa terça-feira (25) com uma boa adesão principalmente de professores da rede estadual de ensino em Campo Mourão e Região. No município, alguns colégios paralisaram 100% das atividades, como é o caso do Colégio Estadual. No Unidade Polo, conforme informações obtidas junto a instituição, vários professores paralisaram, assim como em outras unidades de ensino. Já no Marechal Cândido Rondon, que está entre os maiores colégios da cidade, apenas quatro de 40 professores faltaram. De acordo com a direção do colégio, houve aula normal no período da manhã.

Na região da Comcam, apenas a educação está sendo afetada mais drasticamente pela greve até o momento. Os setores da Segurança Pública e Saúde continuam funcionando normalmente. Entidades ligadas à Polícia Civil e à Polícia Militar do Paraná se reuniram na manhã dessa segunda-feira (24) na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR) e decidiram esperar até o próximo sábado (29) para uma decisão em relação à greve. 

De acordo com informações obtidas pela TRIBUNA junto a APP-Sindicato de Campo Mourão, que representa os servidores da Educação nos 25 municípios da Comcam, em algumas cidades, 100% dos professores da rede estadual paralisaram, como é o caso de Quarto Centenário. No Colégio Jaelson Biácio, no distrito de Piquirivaí, as atividades foram suspensa 100% também. “Avaliamos até o momento a adesão como muito boa”, informou a secretária da APP-Sindicato de Campo Mourão, Silvana Loch. A expectativa é que no decorrer da greve a adesão dos servidores aumente ainda mais.  Durante o dia de hoje  haverá concentração de professores da APP-Sindicato. No decorrer da semana, os profissionais realizarão várias atividades. 

Motivo da greve

Os servidores tem uma pauta que inclui cerca de 50 reivindicações, entre as principais está a reposição da inflação dos últimos 12 meses, de 4,94%.  A categoria informa que está com os salários congelados desde 2016 e acumula perdas inflacionárias de 17% no período. A data-base dos profissionais venceu em maio, mas até o momento não houve um consenso entre a categoria e o governo do Estado.

Segundo a APP-Sindicato, além da questão financeira que faz servidores perderem o equivalente a 2,2 salários anualmente, educadores exigem respostas à ‘política de perseguição’ e gestão mercadológica das escolas públicas, coordenada, segundo o Sindicato, pelo secretário estadual da Educação, Renato Feder.

O presidente da APP-Sindicato de Campo Mourão, Ironei de Oliveira, informou ainda que a categoria apresentou ainda uma proposta de um começo de recuperação de perdas dos últimos quase quatro anos com 1% em outubro e 1% em dezembro, porém o governo não apresentou contraproposta até o momento. “Já são quase quatro anos de sacrifício dos servidores. Não estamos pedindo aumento, é apenas a reposição das perdas da inflação”, ressaltou.  

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou na última semana que não existe a possibilidade de reajuste, porque representaria quase R$ 1 bilhão a mais de gastos. Ele disse que o Estado está sem orçamento para atender a reivindicação dos servidores.