Saúde

Hemonúcleo funciona em horário especial para doação de sangue e cadastro de medula óssea

Voluntários devem ficar atentos aos horários de atendimento.
["Em Campo Mour\u00e3o existem atualmente cerca de 1 mil pessoas cadastradas no Redome"] (Foto: Arquivo)

O Hemonúcleo de Campo Mourão está funcionando em horário diferenciado neste mês de janeiro para doações de sangue e cadastro de pessoas para doação de medula óssea.

A orientação da farmacêutica bioquímica da unidade, Maria Luzia Salvador, é para que os doadores fiquem atentos aos horários. Segundo informou ela à TRIBUNA, até o próximo dia 18, das 7h30 às 11 horas, o atendimento será para pessoas interessadas na doação de medula óssea. Já para as doações de sangue o atendimento será das 13h30 às 17 horas.

Já do dia 21 a 31 de janeiro o atendimento será invertido: das 7h30 às 11 horas para coletas de sangue e das 13h30 às 17 horas, cadastramento para doação de medula óssea. “Todos os anos fazemos a readequação do horário de atendimento neste período. É importante que os voluntários fiquem atentos aos horários de atendimento”, ressaltou Maria Luzia.

Ela explicou que o transplante de medula óssea é indicado para pacientes com leucemia, linfomas, anemias graves, imunodeficiências entre outras doenças relacionadas aos sistemas sanguíneo e imunológico. “Quando um paciente necessita de transplante e não tem um doador na família, é feita uma consulta ao Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome). Se for encontrado um doador compatível, ele então será convidado a fazer exames complementares para realizar a doação”, frisou.

Existem atualmente mais de 1 mil pessoas em Campo Mourão cadastradas no Redome. Conforme Maria Luzia, a falta de informação é uma barreira para o aumento de cadastros de doadores. Segundo ela, ainda existem muitos mitos em relação à doação. “Muitas pessoas acham que a retirada é feita na medula espinhal, mas não é. As punções são feitas próximas ao osso da bacia”, esclareceu.

Requisitos

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. “Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso”, disse Maria Luzia.

Para isso, a pessoa deve procurar o hemocentro do seu estado ou hemonúcleo de sua cidade. O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e preencher uma ficha com informações pessoais. Será retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) do candidato a doador. É necessário apresentar o documento de identidade.

O sangue será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade. Os dados pessoais e o tipo de HLA do doador serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

Algumas doenças impedem a doação de medula óssea, impossibilitando que a pessoa se torne um doador cadastrado, como aids/HIV; hepatite B e C; câncer; doenças autoimunes; epilepsia; doenças sexualmente transmissíveis; e diabetes.