Campo Mourão

Índice de infestação da dengue atinge 1,03% e cai ainda mais em Campo Mourão

A infestação de larvas do Aedes aegypti em Campo Mourão, mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela, atingiu neste mês de setembro o índice geral de 1,03%.  É o que aponta o novo Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRA), divulgado pela secretaria municipal da Saúde. O índice preconizado pelo Ministério da Saúde é abaixo de 1%.

Os dados apontam a queda de infestação de larvas em relação ao resultado de julho, que foi 1,4%. Apesar do baixo índice, algumas localidades ainda continuam com percentual mais elevado de infestação de larvas que variam, de 1,69% a 3,92%. O Lira é divulgado a cada dois meses. 

De acordo com o levantamento, as localidades com os maiores índices são:  Capricórnio  - Centro, Parque São João e Soraide ( 3,92%); Alvorada - Piacentini (3,70%); Vila Cândida (3,23%); Tropical I – Tropical II, Avelino Piacentini (3,17%); Flórida – Gutierrez, Joana Darc, Vila Teixeira (2,94%); Fortunado Perdoncini (2,86%); Diamante Azul – Condor e Montes Claros (2,70%); Laura – Country , Maia, Lourdes (2,63%); Aurora – Ana Elisa, Centro, Curitiba, Esperança, São Pedro (2,56%); Centro (2,33%); Ipê – Damasco, Fernandes (2,27%); e Araucária  - Botânico (2,08%). 

 

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O Lira apontou ainda três localidades que apresentaram índices de infestação abaixo de 2%, sendo a região do bairro No Horizonte que engloba os bairros Alcantara, Horizonte, Ione, Kennedy, Vitória, Lopes, Voidelo, Verdes Campos e Vila Rio Grande (1,92%);  região do estádio municipal, área central da cidade também com 1,92% e Copacabana, que engloba os jardins Tomaz e Tomasi, com 1,69%. Todos os demais bairros da cidade apresentaram índice zero de infestação. 

Conforme o levantamento, a maior parte dos criadouros, 32% continua sendo encontrada em lixos como plásticos, vidro, metal, papelão, sucatas, entre outros recicláveis ; 21% (piscinas, tambores, tanques poços e lonas plásticas); 26% (pneus); 16% (vasos sanitários, pratos de plantas e bebedouros de animais; e 5% em caixas de água.

De 51.553 imóveis existentes em Campo Mourão 1.649 foram visitados pelos agentes de endemias. Os dados revelam que 89% dos focos foram encontrados em residências e 11% em comércios. Em terrenos baldios, que no último Lira foram encontrados 12% dos focos, neste novo levantamento não houve nenhum foco nestes locais. 

“Ficamos próximo a 1%, neste momento está bem sob controle, mas não podemos  baixar a guarda porque está tendo circulação do vírus em alguns municípios próximos a Campo Mourão”, comentou o presidente do Comitê Gestor da Dengue de Campo Mourão, Carlos Bezerra.  Segundo ele, a dengue deverá chegar provavelmente mais cedo neste ano que nos anos anteriores na região. “Temos uma expectativa de termos dengue já em outubro ou novembro. Estamos trabalhando para que isso não aconteça”, ressaltou.