Região

Justiça arquiva denúncia contra ex-presidente do PSDB de Peabiru

Edson Charles Rui Alves.

O juiz de direito da Comarca de Peabiru, Paulo Eduardo Marques Pequito, julgou improcedente denúncia por calúnia contra o ex-presidente do PSDB do município, Edson Charles Rui Alves. Ele foi denunciado em 2016 pelo ex-prefeito da cidade, Claudinei Antônio Minchio (PT) e pelo professor Fábio Sexugi, que na época era secretário municipal da Educação. Atualmente Sexugi exerce o mandato de vereador na cidade pelo PT.

Alves foi apontado por Minchio e Sexugi como o responsável por publicações de críticas ofensivas em uma página criada no facebook, denominada de “Turma da Linguiça”. De acordo com os denunciantes, por diversas vezes foram alvos de piadas e ataques. Prints com as postagens foram anexadas junto ao processo.

Os denunciantes apontaram Alves como administrador da página, porém o juiz entendeu que as provas não foram suficientes. À Justiça, o ex-prefeito Claudinei Minchio, declarou que as postagens feitas pela página lhe causaram constrangimento e que até mesmo suas duas filhas foram cobradas na escola onde estudavam após as publicações. O ex-prefeito disse ainda em depoimento que as “ofensas” ultrapassavam a esfera política, o atingido pessoalmente e profissionalmente.

Em depoimento, Alves negou as acusações, justificando que apenas acompanhava as publicações. Ele disse também que não era o administrador da página e que as críticas feitas por ele à gestão, na época, eram feitas em sua página pessoal.

A decisão

Pequito sustentou no despacho que os denunciantes apenas “presumiram” ao indicarem Alves como autor das postagens ofensivas. “Sequer comprovado que o acusado era o administrador da página virtual, e ainda que fosse, ainda restaria incerto ser ele o autor das publicações que são objeto deste processo, visto que como corroborado pelas provas orais, a página “Turma da Linguiça” possui certamente vários autores e quiçá administradores”, afirmou o juiz na decisão. “Assim verifico que as provas colhidas não foram capazes de comprovar de modo suficiente a autoria delitiva imputada ao acusado”, emendou.