Campo Mourão

Maciel completa 30 anos de coluna na Tribuna: 2.050 artigos publicados

O sociólogo, advogado e colunista José Eugênio Maciel completa nesta terça-feira (10) 30 anos de “Coluna” no Jornal Tribuna do Interior. “Que coluna é esta? Ela está há 30 anos.”, intitulou ele o artigo desse fim de semana, publicado no sábado (7) se referindo à marca e ao fato de que a “Coluna” leva apenas seu nome.

A trajetória de Maciel com a “Coluna” iniciou no dia 10 de julho de 1.988. Ele morava em Curitiba para cursar a universidade e mandava notícias da capital, conquistando seu espaço no Jornal e também o leitor de Campo Mourão e região com seus primorosos textos e reflexões. Durante estes 30 anos, ele atingiu no sábado 2.050 artigos publicados. “Para mim é uma realização ter chegado tão longe”, resumiu o colunista.

Conforme descreveu ele em seu próprio artigo do fim de semana, existem três datas associadas às três décadas de “Coluna”: “É. 30 anos da Coluna. 50 anos da Tribuna. 55 de minha vida. Tais datas se entrelaçaram ao longo dessa trajetória, em comum o fato de termos sido incipientes, sementes, jovens que, ao envolver do tempo, fomos ramificando”, descreveu ele na publicação. Leia abaixo a entrevista com Maciel sobre esta importante marca.

Quem é José Eugênio Maciel?

Brasileiro do Paraná, mourãoense. Como diz a canção do inesquecível e saudoso Belchior: “eu sou apenas um rapaz latino americano (...)...”

Quem são seus pais?

Eloy Maciel e Elza Brisola Maciel, (falecidos) pioneiros de Campo Mourão. Pelo cotidiano familiar e no viver neste lugar eles me ensinaram a gostar de Campo Mourão, devo a eles o início da minha paixão por esta terra e região.

Onde e quando você nasceu?

Sou mourãoense de nascimento, de meninice e da vida “feito gente grande”. Nasci em um domingo, 20 de abril de 1963, Em Campo Mourão no Hospital que levava o nome do Padroeiro do Município, São José. (Prédio onde funciona a Secretaria de Saúde).

Quantos irmãos são na família?

Somos 12. Infelizmente um é falecido, (o Eloy Filho). Os três primeiros nasceram em Ponta Grossa (de onde vieram meus pais). São eles: Maria, Egydio, Eloy, Rosira, Edna, Ednira, Elio, Elza, Edni, eu, Euro e Enio.

Qual sua formação profissional?

Professor, Advogado, exercendo as funções de servidor público concursado (técnico sociólogo no CENSE – CAMPO MOURÃ0 CENTRO DE SOCIOEDUCAÇÃO) e professor da Rede Estadual de Ensino.

Como foi sua infância?

Apesar de certas estripulias de garoto não quebrei nem perna ou braço. Brinquei muito. E apesar de gostar foi sempre um péssimo jogador de bola. Minha infância foi muito boa na escola, era possível estudar e fazer, cultivar amizades também.

Em, que trabalha atualmente?

Como sociólogo é o tempo que mais me ocupo.

Nesta terça-feira você completa 30 anos (Bodas de Pérola) de “Coluna” no jornal Tribuna do Interior. Qual o sentimento e o que significa isso a você?

O sentimento é de gratidão aos leitores, sejam eles assíduos ou ocasionais e até mesmo quem só me leu uma vez, a todos meu muito obrigado. Eles representam a crítica que aponta os meus erros e estímulo com sugestões temáticas. Ao jornal que, por conta própria deu nome à Coluna e me concedeu espaço e liberdade para escrever.

Como surgiu a ideia de você escrever para a TRIBUNA?

Era uma consequência de gostar de ler, inclusive jornais como fonte de notícias. Foi assim, já exercitando a escrita que vi no jornal uma oportunidade de expressar minhas ideias.

Como são definidos os temas?

Na maioria das vezes é quando é o dia de escrever, aí começo a pensar no tema.

Escreve algo que vivencia no cotidiano?

O subtítulo “Olhos, Vistos do Cotidiano” é meu modo de narrar, retratar e cimentar cenas desses cotidianos, que são também crônicas do tema-título do tema principal.

Você acha difícil a produção de textos? Por quê?

É desafiador, ter que fugir do lugar-comum, portanto ter uma ideia original, ser claro, ter argumentos, fomentar a reflexão, divulgar ideias.

O que te motiva escrever a coluna por todos estes anos sem cobrar por isso?

Acreditar que, se não escrever, ao menos um leitor sentirá a falta do texto, e, ironias à parte: nem que o único leitor a sentir falta seja eu mesmo.

Qual coluna teve maior repercussão até hoje?

Se levar a repercussão que chega até mim, digo que são aquelas homenagens fúnebres a personagens do nosso lugar ou histórico. Aliás, é o texto mais difícil de produzir, ter que resumir uma vida inteira a falar na hora da despedida.

O leitor geralmente te dá um feedback?

Costumam, mas não são todos, até porque podem não ter lido.

Algo de curioso já aconteceu nestes 30 anos de coluna relacionado ao que escreve?

A história de uma carta de amor que encontrei na calçada do Pronto Socorro de Campo Mourão. (A chuva que começara) iria molhar o papel. Em vão tentei encontrar na hora o dono ou a que fosse o interessado, resolvi falar da carta na Coluna, citando alguns trechos e comentando, era alguém que tentava reatar o amor. A pessoa entrou em contato, agradeceu a carta e, segundo ela, o amor dela resolveu reatar o namoro.

Com o passar dos tempos, o jornal impresso tem perdido espaço para a internet. Você acredita em algum dia no fim do impresso?

fim há muito anunciado, mas que ainda não chegou em definitivo. Esta “Tribuna” e outros grandes jornais têm também a mídia impressa. Que eu conheço só a Gazeta do Povo é que não mais circula em papel. O Jornal do Brasil que tinha passado a ser só na internet voltou também para o impresso.

Se tiver algo mais a acrescentar, fique à vontade.

Compartilhar com todos, estes 30 anos de Coluna nos 50 da Tribuna em 2050 artigos publicados, para mim e uma realização ter chegado tão longe (ao menos na lonjura do tempo). E a você, Walter por ter me entrevistado, uma satisfação imensa para mim.

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