Região

Minchio rebate denúncia feita por prefeito: “acusação falsa e leviana”

O ex-prefeito de Peabiru, Claudinei Antonio Minchio (PT), procurou a TRIBUNA na tarde dessa segunda-feira (9) e solicitou um direito de resposta sobre reportagem publicada na semana passada em que o atual prefeito da cidade denuncia um suposto desvio de recursos públicos na área da saúde, que teria ocorrido durante sua gestão. Na reportagem publicada no dia 3 de julho, a versão do ex-prefeito não foi reatada, já que o mesmo não retornou às ligações do jornal. A situação foi repassada ao Ministério Público (MP), que investiga o caso. Conforme a denúncia, houve o desvio de cerca de R$ 300 mil em 2016, último ano da gestão de Minchio na área da saúde.

Minchio nega a acusação e diz que a denúncia tem como motivação questões políticas. “Recebi com profunda indignação a acusação falsa levianamente levantada pelo meu adversário político e prefeito de Peabiru, Júlio César Frare, sobre alegado desvio de recursos públicos no encerramento da gestão que conduzi e da qual ele também participou, ocupando um importante cargo de confiança”, falou o ex-prefeito ao jornal.

Minchio diz que ficou indignado com a denúncia porque ‘governou o município de maneira íntegra e transparente’. “Fui um dos prefeitos que mais fez pelo desenvolvimento da área da saúde municipal, setor onde estão algumas das principais marcas da nossa gestão, alcançadas após a superação da histórica epidemia de dengue com que recebemos o município: duas Unidades Básicas de Saúde, que são os primeiros prédios públicos destinados a esta importante área em décadas”, informou.

Sobre os supostos valores desviados, o ex-gestor justificou que a variação dos valores apontada em dezembro de 2016, ao contrário da denúncia, se deve ao atraso no pagamento das notas fiscais, fato resultante da crise econômica que atingiu o País, reduzindo sensivelmente as transferências para o setor. “Tenho plena convicção da honestidade e do caráter de meu ex-secretário de Saúde, alvo de insinuações indevidas nas declarações feitas pelo atual prefeito na referida matéria. Não que se falar em ‘prejuízos’, muito menos em ‘desvios’”, sustentou Minchio.

Ele alegou também que a denúncia foi baseada em uma suposta gravação de áudio de “procedência duvidosa”. “Estou indignado, mas nenhum pouco surpreso”, ressaltou. Para Minchio, a denúncia serviu como “cortina de fumaça” para desviar a atenção da população de “vários absurdos”. “Cito um exemplo: no dia anterior à divulgação da reportagem, 2 de julho, foi publicada por esse mesmo jornal a Portaria n. 478/2018, pela qual o prefeito nomeia – no lugar de sua esposa – sua filha como Secretária de Assistência Social, apesar de não ter nem formação na área nem tampouco experiência com trabalho social, quando é do conhecimento de todos que há pessoas na própria secretaria com perfil para a função. Trata-se de um ato que não tem apoio da população, já que não se justificaria nem em tempos de prosperidade, quanto menos agora, em que Peabiru apresenta o pior índice de geração de emprego em 10 anos, segundo dados oficiais do Caged”, atacou.

“Além disso, é importante notar que a denúncia se dá coincidentemente após a publicação, pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, do Acórdão em que os desembargadores confirmam, por unanimidade, a revogação do Concurso Público n. 001/2015, cancelado por minha iniciativa face a indícios de irregularidades e ilegalidades que eu mesmo denunciei ao Ministério Público que, por sua vez, nos recomendou sua anulação. A propósito, foi justamente porque prezo a lisura no trato da coisa pública que tomei tal atitude que, decerto, me rendeu desafetos”, emendou.

Mincho acrescentou que tem a consciência “tranquila” e que está à disposição da Justiça e da população da cidade para qualquer esclarecimento. “A atitude inconsequente de meus acusadores, eu submeto à avaliação dos peabiruenses, totalmente desassistidos em diversas áreas, apesar de a propaganda oficial indicar uma realidade bem diferente daquelas que vemos fora da internet e das páginas de jornal”, afirmou o ex-prefeito.