Região

Outro grupo com 11 venezuelanos chega à região para recomeço de vida

O município de Goioerê, distante 73 quilômetros de Campo Mourão, recebeu nessa quinta-feira (14) mais um grupo de refugiados da Venezuela. Desta vez foram 11 venezuelanos, divididos em quatro famílias, que ficarão abrigados no sítio da Aldeia SOS.

Assim que estiverem ambientados na cidade, os venezuelanos irão receber aulas de português e apoio para conseguir trabalho, encaminhar filhos para escolas. A Aldeia SOS de Goioerê já tinha recebido 111 venezuelanos e com o novo grupo, o total chega a 122 refugiados da Venezuela que chegam a cidade através de parceria com o Governo Federal e a ACNUR – Alto Comissariado nas Nações Unidas para Refugiados.

Das 92 pessoas recebidas em Goioerê desde o mês de agosto, 66 (21 famílias) já foram inseridas na comunidade em Goioerê e municípios da região. Vinte e seis (7 famílias) continuam no sítio da Aldeia SOS, às quais irão se juntar as 11 pessoas.

O último grupo com 19 venezuelanos tinha desembarcado na cidade no início de fevereiro deste ano. De acordo com o coordenador do projeto “Brasil Sem Fronteiras”, em Goioerê, Luiz Marcos Medeiro Carvalho, este é o quinto grupo que chega ao município. O primeiro desembarcou na cidade dia 1º de setembro de 2018, na ocasião 12 famílias, somando 60 imigrantes.

Os refugiados foram acolhidos pela Aldeia SOS por meio do Projeto “Brasil Sem Fronteiras”. A medida faz parte do processo de interiorização dos imigrantes que cruzam a fronteira do País pelo estado de Roraima. Eles estão inseridos no projeto de interiorização, criado para lidar com o intenso fluxo de venezuelanos que cruzam a fronteira de Pacaraima, no Norte de Roraima, e que busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros. Após a chegada a Goioerê, os imigrantes passarão por um processo de adaptação da língua e de preparação para o mercado de trabalho.

Interiorização

No projeto de interiorização, todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil - inclusive com CPF e carteira de trabalho. A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para aderir à interiorização, o Acnur identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis nos destinos. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida.

A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.