Campo Mourão

Paralisação dos Correios não afeta serviço de entregas em Campo Mourão

Tanto sindicato da categoria quanto a empresa não repassaram informações sobre o percentual de paralisação no município.

Mesmo com a paralisação dos servidores dos Correios a partir desta quarta-feira (11), o serviço de entregas em Campo Mourão continua funcionando normalmente, informou a assessoria de comunicação da empresa, à TRIBUNA. Tantos os Correios, quanto o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, de Maringá, que reponde também por Campo Mourão, não souberam informar ao jornal o percentual de funcionários que paralisaram as atividades na cidade. A gerência da unidade local disse que não tem autorização para repassar os números. 

A greve segue por tempo indeterminado. A categoria pede reposição da inflação do período de 3,25% e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro. Os trabalhadores querem também a reconsideração quanto à retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho, entre outros benefícios.

"A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família", afirmou em nota a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).

De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios no Paraná, a empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas. Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. No Paraná, 86,69% dos empregados estão trabalhando normalmente. 

Anda conforme a assessoria de imprensa, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. “Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foram apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, informou. 

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR), informa que a adesão à greve é de 70% no Paraná, principalmente, nos CDDs, CEEs e CEINT, além de Uds e Acs com paralisação total em todas as regiões. “As adesões crescem a cada minuto e o Sintcom-PR tem conduzido esse processo com responsabilidade e empenho na conscientização dos trabalhadores. O momento exige união total da categoria para que os direitos e empregos não sejam exterminados”, afirmou o Sindicato. 

Segundo a categoria, os Correios não recebe os trabalhadores para negociar desde o dia 12 de junho. Conforme o Sindicato, até o momento, a única proposta para a categoria foi um reajuste de 0,8%. “A Empresa mente e manipula a opinião pública com notícias falsas”, ressaltou o Sintcom-PR.