Campo Mourão

Plano Safra 2017/2018 é lançado em Campo Mourão

Gerente geral do Banco do Brasil lançou Plano Safra nesta quinta-feira em Campo Mourão. (Foto: Clodoaldo Bonete/Tribuna do Interior)

A agência do Banco do Brasil de Campo Mourão promoveu nesta quinta-feira, o lançamento do Plano Safra 2017/2018 para representantes da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), Instituto Emater, além de outras lideranças regionais e alguns produtores convidados. O gerente geral da agência do BB local, Paulo de Tarso Fernandes dos Santos, disse que o banco vai destinar R$ 103 bilhões de recursos para o Plano Safra, reforçando o anúncio feito no início da semana em cerimônia no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. O banco é um dos agentes financiadores.

Deste montante, o Paraná terá até R$ 13,6 bilhões para financiar grandes e médios produtores rurais do Estado, segundo Fernandes. “Tivemos um aumento de pelo menos 30% de recursos para esta safra. O Banco do Brasil é o maior parceiro do agronegócio no país, atividade que representa hoje 22% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Pelo menos 46% da exportação nacional vêm do agronegócio, tornando-se o grande diferencial da economia”, afirma Fernandes.

Segundo ele, os agricultores poderão continuar apostando na parceria com o banco para a próxima safra. “O objetivo e desenvolver a região principalmente junto com os produtores e nossos parceiros, que são as cooperativas, Emater e a Secretaria da Agricultura. Os produtores são os grandes atores do agronegócio brasileiro”, destacou.

Crédito rural

A maior parte dos recursos, R$ 91,5 bilhões, será para o crédito rural aos produtores e cooperativas. Deste montante, R$ 72,1 bilhões serão direcionados para operações de custeio e comercialização e R$ 19,4 bilhões para créditos de investimento agropecuário. Já os R$ 11,5 bilhões restantes serão destinados às empresas da cadeia do agronegócio.

Entre os destaques está a redução das taxas em um ponto percentual para linhas de custeio, investimento e comercialização para a agricultura empresarial. O médio produtor rural terá direito à fatia de R$ 15,5 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural.

Já a agricultura familiar terá, pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 14,6 bilhões. Serão mantidas as taxas de financiamento de 2,5% a 5,5% ao ano. A linha de crédito Pronaf Mais Alimentos terá R$ 6,5 bilhões. O Programa Agricultura de Baixo Carbono terá R$ 1,5 bilhões em financiamento.

Safra

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, se mostrou otimista sobre a quebra de recordes. No inicio da semana a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a previsão de que produção de grãos para a safra 2016/17 pode chegar a 237,2 milhões de toneladas, com aumento de 27,1% ou 50,6 milhões de toneladas frente a safra passada (186,6 milhões de toneladas). Os números são da 10ª estimativa da atual safra.

"Cada vez mais os números crescem", disse o ministro. Seguindo estimativas, ele acredita que a safra poderá chegar a 240 milhões de toneladas. "Esse é o tamanho da safra que o Brasil terá. São 113 milhões de toneladas de soja, 97 milhões de toneladas de milho e muito provavelmente a gente consiga chegar a 100 milhões de toneladas de milho. Recorde na agricultura brasileira".

"Uma safra se faz com planejamento. Sabemos que se não houver planejamento nas compras dos insumos, financiamento na hora certa, não adianta São Pedro colaborar que não vamos ter condições de fazer", disse o ministro que acrescentou: "A parte do governo estamos com ela totalmente pronta para uma nova e grande safra".

Para Maggi, o país deve fortalecer as exportações: "O principal negócio de um país é fazer negócio fora do país. É aí que vamos crescer", disse no discurso. "O mercado não se faz dando beijinhos e dando abraços. O mercado se conquista na cotovelada e na butina. É assim que tem que ser feito. Claro que dentro das regras". (Com informações Agência Brasil)