Policial

Policia Civil prende suspeitos de morte de travesti em SC

A vítima foi assassinada com inúmeras facadas pelo corpo, na rua Cruzeiro do Oeste.
(Foto: João Silvestrin)

O bárbaro assassinato do travesti Israel Santaella dos Santos, 22 anos, conhecido por “Sophia”, ocorrido no dia 17 de julho deste ano em Campo Mourão está praticamente esclarecido pela Polícia Civil. Após longo período de investigação, em parceria com a polícia de Tijucas (SC), a equipe do delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Nagib Nassif Palma identificou e prendeu nesta terça-feira dois suspeitos, na cidade catarinense.

A vítima foi assassinada com inúmeras facadas pelo corpo, na rua Cruzeiro do Oeste, próximo ao Posto Andrade, na entrada do Lar Paraná. Segundo o delegado Nagib, o autor das facadas seria companheiro de outro travesti, conhecido por “Scheila”, que também participou do crime. “Eles vieram de Santa Catarina apenas para cometer o crime. As investigações apontaram que os dois tinham uma séria rixa por motivos passionais, envolvendo até traições com a vítima. Inclusive, a Sophia já havia saído de Santa Catarina, vindo para Campo Mourão, para não morrer”, relata o delegado.

No dia do crime, câmeras de segurança registraram quando um casal em uma camioneta prata parou próximo ao travesti, que ainda tentou correr, mas foi alcançado e golpeado com pelo menos 30 facadas. “Foi um crime brutal, a vítima começou a ser golpeada em pé, caiu, e o agressor continuou esfaqueando sem piedade. Nas imagens dá para ver quando outra pessoa se aproxima com andar de mulher, mas que parece ser do sexo masculino. Este seria o outro travesti, identificado por Scheila, que veio de Santa Catarina com o companheiro para matar a Sophia”, conta o delegado.

Os dois detidos chegariam ontem à noite à 16ª SDP para serem interrogados e detidos temporariamente, por 30 dias. Sendo confirmada a autoria, a prisão deverá ser transformada em preventiva. “Os indícios são fortes pelas imagens, que revelam o próprio jeito de andar dos dois, a camioneta prata que eles estariam usando em Santa Catarina e as gravações que revelam ameaças de morte contra a vítima. É mais um homicídio que nossas equipes de investigadores esclarece, pois esse tipo de crime tem sempre prioridade.”