Prefeito confirma festa do Carneiro no Buraco este ano

O município de Campo Mourão irá realizar este ano a Festa Nacional do Carneiro no Buraco. A informação foi confirmada pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS), na manhã desta quinta-feira (22), em primeira mão à TRIBUNA. A própria prefeitura fará a organização. Na parte da manhã, Tezelli participou de uma reunião em seu gabinete com secretários, entre outros servidores municipais para discutir a realização da festa. O evento foi cancelado em 2017 devido a situação financeira do município.

A decisão foi tomada após nenhuma entidade se interessar pela terceirização do evento, através de chamamento público aberto pela administração municipal. A terceirização foi aprovada pela Câmara em janeiro. Entre outros pontos, o município exigia da entidade vencedora a garantia para preparação de no mínimo 5 mil pratos do Carneiro no Buraco e manutenção de apresentações culturais tradicionais ligados ao prato típico, como o Guardião do Fogo.

Tezelli informou que o município irá criar uma comissão composta por servidores municipais e membros da sociedade civil organizada para a realização do evento. Mesmo com dificuldades financeiras iremos realizar a festa este ano. Vamos ter que arrumar boas parcerias para fazermos tudo em um prazo de 90 dias, falou.

A equipe que está discutindo a organização do prato típico já organizou a festa em outras ocasiões. Tenho certeza que ela vai dar conta, afirmou Tezelli, ao revelar que não gostaria que a prefeitura assumisse a responsabilidade da realização do evento. Acho que a sociedade tinha que começar a participar mais, a ajudar na organização como acontece em Paranavaí, Umuarama, Maringá e Londrina. Nestas cidades, tem uma associação que organiza a festa, cobrou o gestor. São 90 dias que poderíamos estar investindo em estradas, escolas, ou asfalto, emendou.

O prefeito estimou que a festa custe ao município algo em torno de R$ 700 mil. Segundo ele, o objetivo é trabalhar dentro deste orçamento para que o município não sofra prejuízos como nos anos anteriores. A festa custa um valor alto porque tem que ter segurança, obras no parque, limpeza, rodeio, a carne do carneiro, os pratos, a divulgação, parte cultural, e em função de tantos outros investimentos que tem que ser feitos, afirmou. Leia a reportagem completa na versão impressa da TRIBUNA desta sexta.