Campo Mourão

Presidente da Comissão de Direitos Humanos rebate crítica de vereador

Vereador convidou comissão a visitar familiares da criança.
Sidnei Jardim (à direita) critica o fato de Legnani ter pedido a transferência para outro presídio do padrasto acusado de participar da morte de um bebê.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos de Campo Mourão, Andrey Legnani, que também é presidente do Conselho Comunitário de Segurança, rebateu na rede social uma postagem do vereador Sidnei Jardim. Na publicação em seu pefil no facebook, o vereador, que também é advogado, critica o fato do presidente ter pedido a transferência para outro presídio do padrasto acusado de participar da morte de um bebê de quatro meses, depois que o homem foi espancado na cadeia de Campo Mourão.

Na mesma postagem o vereador diz não saber quem é o presidente e convida a comissão para visitar também os familiares da criança assassinada. “Essa criança tem pai, tem outros três irmãozinhos, tem avós paternos e maternos, tem tios e primos. Convido a Comissão para irmos até eles para ver como estão. Se estão precisando de ajuda e no mínimo oferecer a eles um acompanhamento psicológico”, escreveu o vereador, que conclui o texto com a frase: “direitos humanos não pode ser só para bandidos, tem que ser para todos”.

Ao responder o vereador, Legnani, que também é advogado, apresenta-se como presidente da comissão há oito anos e diz que tem atuado com discrição. “Muito me entristece um advogado ser contra os direitos humanos, por dois motivos: ou não conhece o assunto, ou conhecendo, age de forma populista, apenas para ganhar votos”, rebateu.

O presidente enfatiza que os direitos humanos existem para proteger o indivíduo (criminoso ou não) do poder do Estado. “Desse mesmo estado corrupto que paga o seu salário tirando do bolso do trabalhador”, continua Legnani. Segundo ele, transferir o preso para uma penitenciária com maior segurança garante não apenas sua integridade física, mas também a garantia de que não será posto em liberdade em decorrência dos maus tratos.

“Garante também que policiais não sejam punidos pela ação de outros presos, uma vez que é obrigação dos policiais garantir a integridade física das pessoas recolhidas junto ao sistema carcerário”, frisa o presidente, ao acrescentar que aceita fazer uma visita à família da criança morta.

Na postagem, o vereador publica uma matéria do portal G1 sobre um vídeo divulgado nas redes sociais que mostra o espancamento do padrasto na cadeia. A criança foi encontrada morta por asfixia na manhã de segunda-feira pelo SAMU e o padrasto e a mãe foram presos suspeitos do crime.