Príncipe herdeiro da Arábia Saudita visita Paquistão para ampliar cooperação

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, iniciou neste domingo sua visita ao Paquistão, onde autoridades sauditas assinaram acordos no valor de US$ 20 bilhões para ajudar a nação islâmica a superar sua crise financeira.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, e os principais oficiais do governo e militares receberam o príncipe no aeroporto de Islamabad, onde ele recebeu uma saudação de 21 tiros. Mais cedo, os jatos da Força Aérea do Paquistão escoltaram o voo do príncipe Mohammad quando ele entrou no espaço aéreo do país.

Durante sua estadia de dois dias no Paquistão, o príncipe herdeiro manterá conversações formais com Khan para encontrar maneiras de melhorar a cooperação bilateral. A Arábia Saudita vai investir no setor de energia paquistanês, incluindo a instalação de uma refinaria de petróleo no sudoeste, perto da fronteira com o Irã. A medida provavelmente afetará Teerã, já que o Irã é o inimigo regional da Arábia Saudita.

Pouco depois de sua chegada, o príncipe Mohammad, acompanhado por uma delegação que inclui os principais empresários e ministros do governo, participou de uma cerimônia de assinatura dos contratos de investimento no valor de US$ 20 bilhões. "Esta é a primeira fase", disse ele na cerimônia, acrescentando esperar que o futuro traga ainda mais investimentos sauditas em território paquistanês. O Paquistão está em uma crise de endividamento e busca ajuda de US$ 12 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas ainda não assinou o acordo.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, afirmou neste domingo que a visita do príncipe herdeiro levará as relações bilaterais dos dois países "a novos patamares". O Paquistão expressou apoio ao príncipe durante as críticas internacionais após o assassinato do colunista do Washington Post, Jamal Khashoggi, por agentes sauditas.

O príncipe Mohammad viajará mais tarde para a Índia, em meio a tensões entre Islamabad e Nova Délhi após o ataque na Caxemira, controlada pela Índia, que matou 41 soldados. O Paquistão condenou o ataque, mas a Índia responsabiliza o país pela violência. Fonte: Associated Press.