Campo Mourão

Professores e alunos fazem protesto contra “desmonte” na educação

Grupo se reuniu em frente ao teatro municipal para aguardar a chegada do governador Ratinho (Foto: Walter Pereira)

Um grupo de professores e alunos fez um protesto na manhã dessa quarta-feira (15) em frente ao teatro municipal de Campo Mourão, durante visita do Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) a cidade. Com faixas, cartazes, e ‘apitaço’, os educadores cobraram do governo melhores condições de trabalho. “A educação está sendo sucateada”, protestou a professora e coordenadora do curso de Pedagogia na Unespar, Dalva Helena de Medeiros, que estava à frente do manifesto.

Segundo ela, o manifesto está unido ao protesto nacional pela defesa da educação, realizado nessa quarta-feira em todo o Brasil. “Tem ocorrido não só cortes financeiros, mas também outras políticas que tem sido criadas a partir do novo Governo Federal e também alguns cortes do Governo Estadual”, falou.

Dalva comentou que os cortes estão prejudicando os trabalhos na área da educação e afetando drasticamente a qualidade do ensino. “No caso do meu curso, por exemplo, ele iniciou o ano com sete professores a menos”, falou. Ela explicou que para ‘tampar os buracos’ o Estado vem fazendo a contratação de professores por processo simplificado. “Porém como o salário e as condições de trabalho não são interessantes, estes professores pedem demissão, como aconteceu neste início do ano”, frisou.

Ela informou que quatro professores rescindiram contrato simultaneamente e que há dificuldades para encontrar novos profissionais para serem repostos. “Os professore que são efetivos estão com carga horária a mais”, lamentou. Ainda segundo a professora, há também no Campus a problemática da aposentadoria de agentes universitários e pessoal dos serviços gerais, profissionais que também não estão sendo repostos, afirmou.

“Toda essa situação faz com que nosso diretor retire dinheiro do orçamento para poder pagar terceirizados e estagiários para desenvolver os trabalhos e com isso ele deixa outros compromissos, como despesas básicas, por exemplo. Estamos trabalhando em condições precárias e temos que denunciar esta situação”, argumentou. Os servidores informaram que a Unespar está sem dinheiro até para pagar a conta de luz, no valor de R$ 17 mil aproximadamente. Há ainda atrasos no pagamento de contas de água.

Ratinho negou cortes de recursos, disse que o governo vem fazendo apenas o contingenciamento. “O dinheiro não é do governador, é da população. Então tem que ter transparência. Na medida do possível que nossas universidades vão dando transparência vão ganhando credibilidade e automaticamente recebe mais dinheiro. Estamos construindo isso com os reitores para que a gente possa melhorar o desempenho. Não pode uma universidade gastar quase 100% do dinheiro em folha”, argumentou. Ele ressaltou que a universidade que fizer uma boa gestão vai receber mais dinheiro e aquela que fizer uma gestão ruim receberá menos. “Vai ser por meritocracia”, ressaltou.

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