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Rafinha é mourãoense de destaque no futebol nacional

Joga no CSA, de Alagoas, onde é um dos destaques do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B 2018.
Lateral esquerdo mourãoense atuando pelo time alagoano (Foto: Divulgação do Atleta)

Rafael Chagas Machado, conhecido como "Rafinha". 31 anos. Filho de João Batista Machado (in memorian) e Marina Chagas Machado, irmão de Rheverson e Romário, casado com a Thais, é um mourãoense que está se destacando no futebol brasileiro, jogando no Centro Sportivo Alagoano, o CSA, onde disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, como lateral esquerdo (foi vice campeão alagoano em 2016-2017 e campeão em 2018 (melhor lateral esquerdo da competição em 2016) e vice-campeão da Série D Nacional em 2016, faturando a Série C em 2017 (dois acessos nacionais seguidos). Sua esposa também é mourãoense. Nascido em Campo Mourão, ele começou a jogar com cinco anos de idade, na Escolinha de Futsal da Vila Urupês, sob as orientações iniciais do conhecido Mário Paulista. Aos 10 anos, foi chamado pelo professor Eberton de Souza (Beto), para jogar no Clube 10 de Outubro, onde disputou o seu primeiro campeonato, que foi a Copa SESC de Futsal. Foi campeão da Fase Final dos Jogos da Juventude, disputado em Campo Mourão, jogando futsal. Antes, iniciou paralelamente no futebol de campo, jogando no Colégio Estadual Unidade Polo, com o professor Moreira.

Em seguida foi para o Águia, de Maringá, se profissionalizando logo em seguida no Nacional de Manaus. Posteriormente, chegou a jogar também na Suíça, no FC Vaduz, entre os anos de 2011 e 2012, participando e marcando gol na Europa League, uma espécie de Pré-Libertadores (Torneio de Futebol mais importante entre clubes da América do Sul).

Ele tem um chute muito forte, e 26 gols na carreira. “Sempre me espelhei no Roberto Carlos e tive duas felicidades muito grandes na carreira, que foi o meu primeiro jogo como profissional e o título do Campeonato Brasileiro da Série C, que conquistei no ano passado (2017), pelo CSA. Estou em um momento muito bom, em um clube que está numa crescente, e tem uma grande torcida. Quando aqui cheguei, só disputávamos o Campeonato Alagoano, mas agora estamos na Série B Nacional”, destaca o atleta, que faz questão de lembrar que o CSA é o segundo colocado da atual competição. “Tive um grande momento no Metropolitano de Blumenau, em Santa Catarina, mas aqui em Alagoas estou vivendo, certamente, o melhor momento da minha carreira”, destaca.

Rafinha deixa claro ainda que o primeiro objetivo do CSA é se manter na Série B, mas com o atual momento, sonhar com a Série A não é impossível. “Aqui em Alagoas o futebol não é do nível técnico, digamos, que hoje vemos mais para o Sul do País, mas é bem disputado. Aqui temos o “Clássico das Multidões”, entre CSA e CRB, e a rivalidade é grande”, explica o atleta, que jogou também no Joinville (SC).

Futebol Brasileiro

O atleta mourãoense deixa claro que o futebol brasileiro vive um grande momento, tem uma “molecada” de talento, e que o grande craque na atualidade é o Neymar. “O nosso futebol hoje tem várias equipes fortes, como Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Grêmio, por exemplo. Temos bons jogadores por aí, mas dos que atuam aqui no país, vejo o Lucas Paquetá, do Flamengo, em grande fase”. Ressalta ainda que Tite é o melhor técnico brasileiro e crê que o Brasil vai levar o hexa-campeonato mundial.

Um Estádio

Rafinha diz ainda que as novas arenas, estádios novos, construídos pelo país, ficaram todas muito bonitas, mas a que ele considera “top” é a Arena Castelão, em Fortaleza (CE). “Na final da Série C, com 50 mil torcedores contra, fomos lá e ganhamos o título”, comemora.

O pai e o futuro

Quando fala do pai, Rafinha deixa claro que o mesmo foi sempre um homem de caráter, carinhoso com a família, um guerreiro, e se conseguir ser 10% do que ele foi, será muito feliz. “Se não fosse ele, eu teria certamente desistido do meu sonho de ser profissional no futebol, pois ele fez de tudo para que eu não desanimasse. Pois eu como atleta, estou realizando um sonho meu, e o dele também”, acrescenta. Quanto ao futuro, ele deixa nas mãos de Deus. “Procuro me cuidar ao máximo para que eu consiga ir o mais longe possível. Quando eu parar, não sei como vai ser, é uma fase muito difícil na vida de qualquer jogador. Não pretendo ser técnico, mas tudo pode mudar”, conclui Rafinha, que nos momentos de férias gosta muito de pescar e jogar bola com os amigos.