Região

Região teve 48 novos casos de Aids em 2018 e deixa saúde em alerta

A Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) encerrou 2018 com um número alarmante. No período, foram registrados na Comcam o surgimento de 48 novos casos de Aids. O número, apesar de 28% menor que 2017, quando foram 67 casos, é preocupante. De acordo com a enfermeira do Serviço de Ambulatório Especializado em Aids de Campo Mourão, Ana Lúcia Cardoso, a prevenção serve de alerta contra a doença.

Segundo Ana Lúcia, estão em tratamento no ambulatório um total de 533 pacientes de toda a região. Destes, 219 são do sexo feminino e 314 do sexo masculino. Somente de Campo Mourão estão em tratamento 280 pessoas: 116 mulheres e 164 homens.

Dos novos casos que surgiram em 2018, 22 são da região e 25 de Campo Morão, sendo 10 mulheres e 15 homens. Apesar da leve diminuição registrada, a enfermeira do ambulatório comentou que a queda foi insignificante, uma vez que a doença é crônica e o paciente precisa de tratamento para o resto da vida.

Ana Lúcia disse que o que chama a atenção são as seis mortes por Aids durante o ano passado em Campo Mourão e região. Em 2017, segundo ela, foram cinco óbitos. “Foram mortes de pessoas que poderiam ser tratadas, mas ficaram com sintoma sem procurar atendimento”, observou.

A enfermeira informou que a faixa etária mais acometida pela doença na região é de 30 a 39 anos e são pessoas heterossexuais. “Geralmente vem o casal acometido pela doença”, frisou. Ela ressaltou que como a doença é uma epidemia já estabelecida e crônica, sem cura, a única forma de prevenção é o uso de preservativo durante as relações sexuais.

“O esperado é que não tivessem novos casos, mas infelizmente a cada dia novas pessoas contaminadas nos procuram. Significa que não estão se cuidando”, alertou Ana Lúcia. Ela informou que o ambulatório de Campo Mourão oferece todo suporte de tratamento, inclusive o “PEP”, prevenção pós-acidente. “Neste tratamento, se o paciente teve relação com alguém e sofreu algum acidente ou não se cuidou, pode usar medição por um mês”, explicou.

Ana Lúcia ressaltou que a melhor forma de evitar a doença é o sexo seguro, com uso de preservativos. Hoje todas as unidades de saúde de Campo Mourão têm preservativos para distribuição à população e testes rápidos. “Qualquer pessoa que tenha dúvida pode chegar e realizar. Porém, o número de pessoas que procuram é muito baixo”, falou.

Ana Lúcia alertou que a situação é preocupante principalmente porque há uma epidemia da doença e o jovem é muito vulnerável. “Mesmo as pessoas sabendo que a epidemia existe, continuam se expondo e não se cuidam”, argumentou.

Carnaval

A enfermeira acrescentou que durante o Carnaval o DST/Aids terá uma programação específica, com a distribuição de preservativos em alguns pontos da cidades considerados de risco além de exames de testes rápidos. “Vamos também estar trabalhando com as Unidades de Saúde para descentralizar as ações”, disse.