Região

Regional de Saúde reforça a municípios importância da vacinação contra sarampo

Não há casos confirmados da doença até o momento na região.
Vacina é a única maneira efetiva de prevenir o sarampo

Com o Paraná confirmando 9 casos de sarampo no estado, a 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão segue com ações de prevenção para evitar a entrada da doença na região da Comcam. Entre elas, a mais importante, está reforçando aos 25 municípios de sua abrangência para que intensifiquem a vacinação contra a doença para população.

O esquema vacinal prevê a imunização a partir dos 12 meses de vida e reforço aos 15 meses. Devem receber duas doses da Vacina Tríplice Viral as pessoas de 1 a 29 anos, e uma dose as pessoas entre 30 a 49 anos. Além destas doses já previstas pelo calendário vacinal, o Paraná passou a disponibilizar a vacinação zero, voltada para crianças entre seis e onze meses de idade, seguindo instruções do Ministério da Saúde.

Até o momento, não há casos confirmados do vírus na região de Campo Mourão. “O que preocupa é a transmissão da doença, que ocorre de forma direta e rápida e como há circulação do vírus no Estado e o constante fluxo de pessoas de uma cidade para outra isso facilita a disseminação da doença”, alertou o chefe da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, Eurivelton Wagner Siqueira. A contaminação do vírus ocorre por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. As partículas virais ficam suspensas no ar. Por isso, o elevado poder de contágio.

Dos casos confirmados da doença, 7 foram registrados na região de Curitiba; um em Rolândia e outro em Jacarezinho. Hoje, o Paraná aponta 125 notificações para a doença. Do total, 18 já foram descartados, 98 estão em investigação, além dos 9 confirmados. O levantamento inclui todas as ocorrências notificadas ao Estado até a última terça-feira, dia 10 de setembro. A investigação dos casos confirma que 8 tiveram como provável fonte de infecção o estado de São Paulo, e um o estado de Santa Catarina, ou seja, as pessoas que contraíram a doença passaram pelos estados e devem ter sido contaminadas durante a viagem.

O chefe da Regional lembrou que ha anos não há notificação positiva de sarampo na região. Ele ressaltou que as doses da vacina conta o vírus fazem parte do calendário do programa nacional de imunização e são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Além de se vacinar, a população deve manter medidas de higiene como lavar as mãos, e proteger ao tossir ou espirrar”, orientou. “Não podemos permitir que o vírus se alastre, por isso é importante que as pessoas sigam o calendário de vacinação indicado pelo Ministério de Saúde e mantenham os cuidados de higiene, que ajudam a prevenir a doença”, falou.

Além de reforçar a importância da vacinação, a Regional de Saúde tem promovido também capacitações aos profissionais da Vigilância Epidemiológica dos municípios da região. “Outra orientação é que os profissionais de saúde fiquem atentos aos sintomas e notifiquem a Vigilância Epidemiológica municipal os casos suspeitos para as medidas necessárias como o bloqueio vacinal. Como a contaminação é pelo ar, qualquer contato com uma pessoa doente é um risco alto de transmissão”, observou Siqueira.

Os casos de sarampo são de notificação obrigatória em até 24 horas. Todas as secretarias municipais de Saúde da região estão em alerta para receberem os avisos e encaminhamento imediato das medidas de controle, que são: coleta de amostras para exames; isolamento domiciliar do caso suspeito por 7 dias após o aparecimento do exantema, as machas vermelhas pelo corpo; bloqueio vacinal seletivo oportuno em até 72 horas, imunizando as pessoas que tiveram contato com o infectado, e monitoramento por 21 dias após a exposição com o caso suspeito ou confirmado.

SARAMPO

O sarampo é uma infecção viral, aguda, altamente contagiosa, transmitida por via aérea, através da fala, espirro, tosse e respiração. Pode acometer todas as faixas etárias, tendo maior gravidade nos extremos de idade. O vírus do sarampo pode levar a complicações como encefalite, meningite e pneumonia, entre outras.

Os primeiros sintomas da doença são febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos de exantema – que são as manchas avermelhadas pelo corpo. A vacina é a única maneira efetiva de prevenir o sarampo.