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Romântico incorrigível, John Mayer volta ao País para cinco shows

"Sabe", John Mayer diz, antes de pausar a fala. Pensa bem no que o instiga a compor. Romântico daqueles que esparramam amor por onde passam - com versos às vezes doloridos -, Mayer surgiu como um grande guitarrista. Atraiu atenção de músicos e crítica como um virtuoso, alguém a ser observado de perto. Enquanto pingava de relacionamento em relacionamento, encontrava o que era bom. John Mayer tem um talento impressionante em cantar sobre o que há por dentro.

Depois de uma passagem pelo Brasil para dois shows, em São Paulo e no Rio, no festival Rock in Rio, Mayer volta para uma turnê própria. Serão cinco datas no País: em São Paulo (no Allianz Parque, dia 18), em Belo Horizonte (na Esplanada do Mineirão, no dia 20), em Curitiba (na Pedreira Paulo Leminski, no dia 22), em Porto Alegre (no Anfiteatro Beira-Rio, dia 24) e no Rio de Janeiro (na Jeunesse Arena, no dia 27).

A guitarra, em si, é um complemento. Ajuda a chorar as lágrimas da voz aveludada do artista nascido em Connecticut, nos Estados Unidos. Hoje, aos 39 anos, e sete discos lançados (o mais recente é The Search for Everything, de abril deste ano), Mayer sabe o que lhe move a compor. Entrar em temas que se aprofundam para o seu mundo interior, contudo, nem sempre é simples. 

Com sete gramofones do Grammy na prateleira e mais de 20 milhões de discos vendidos - uma marca invejável para quem surgiu na virada do século e viu uma indústria fonográfica em frangalhos -, Mayer prova que está no caminho certo em esquadrinhar os sentimentos em vez de esmigalhar a guitarra com aqueles solos blueseiros intermináveis. 

"Há algo que de fato me instiga", diz Mayer, após segundos alongados de silêncio, tão angustiantes em uma conversa telefônica que o vazio parecia ter perdurado por horas. Acho que é o que mais investigo enquanto componho. Estou sempre tentando entender o amor e o tempo", conclui.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.