Campo Mourão

Saídas de Campo Mourão e canteiros públicos viram verdadeiros “depósitos de lixo”

Todo tipo de lixo pode ser encontrado nas saídas da cidade.
Moradores descartam vários tipos de lixos e entulhos nas saídas da cidade (Foto: Valdir Bonete)

Entulhos, pneus e até lixo eletrônico foram descartados de forma irregular na saída do perímetro urbano de Campo Mourão para a comunidade Campo Bandeira, nos fundos do Jardim Parigot de Souza. Esse tipo de crime ambiental pode ser facilmente constatado praticamente em todas as saídas de acesso à zona rural, até mesmo em área de preservação ambiental, como nas margens do rio que abastece a cidade.

Além desses locais, também é comum encontrar móveis, galhadas, entulhos e até eletrônicos descartados nas vias públicas, como calçadas e canteiros de avenida. Na manhã desta quarta-feira (09), por exemplo, o canteiro da Avenida Guilherme de Paula Xavier, esquina com a Rua Ethanil Bento de Assis (Jardim Santa Nilce) parecia uma sala de estar ao ar livre. No local foram dispensados um sofá, uma estante e pedaços de móveis.

“É uma tremenda falta de respeito de muitos moradores que criam um problema ambiental sério, facilitando a proliferação de insetos, roedores e até risco à saúde humana”, comenta o vereador Edson Battilani, aposentado do Instituto Ambiental do Paraná, que publicou no perfil dele na rede social fotos do descarte de lixo em uma das saídas para a área rural.

A Lei Municipal de Resíduos Sólidos prevê multa e até prisão como punição para esse tipo de crime. A dificuldade, porém, é identificar o autor. A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente conta com apenas um fiscal para toda a cidade. “Recebemos muitas denúncias, mas muito poucas com identificação de quem cometeu o crime”, revela o fiscal da SEAMA, Emerson Marioka de Souza.

No ano passado o município registrou mais de 100 denúncias desse tipo de crime e conseguiu aplicar 30 multas. A mais cara foi uma de R$ 1.500,00 a um morador flagrado ao descartar irregularmente rejeitos e embalagens utilizados em uma construção. No caso de imóveis, a multa é lançada no carnê do IPTU. Já no caso de pessoa física, transcorridos os prazos de análise e defesa a multa é emitida através de boleto.

Quem flagrar esse tipo de crime pode ligar na Ouvidoria do município (telefone 156), na SEAMA (3525-4449), ou no IAP. “É importante identificar o infrator ou pelo menos uma placa de carro”, orienta o fiscal do município. Para o vereador Battilani, só educação ambiental e punição podem amenizar o problema.

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