Campo Mourão

Sindicatos fecham convenção coletiva com reajuste salarial de 3,9% a comerciários

Negociações tiveram início no começo do mês de abril.
["O reajuste e os pisos s\u00e3o retroativos a 1\u00ba de junho, data base da categoria"]

Após cinco meses de negociação, foi assinada nesta terça-feira (25), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2018/2019) entre o Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindecam) e o Sindicato Empresarial do Comércio Varejista (Sindicam) de Campo Mourão. Ficou definido o reajuste de 3,9% nos salários pagos a quem recebe acima do piso no comércio.

As negociações tiveram início no começo de abril. Com isso, empregados comissionados passam a receber R$ 1.438,00. O reajuste e os pisos são retroativos a 1º de junho. A Convenção Coletiva foi assinada pelos presidentes Mauro de Oliveira (Sindicato dos Empregados) e Nelson Bizoto (Sindicato Patronal).

Também foram fixados novos pisos para outras modalidades de trabalho, tais como: pacoteiros de hipermercados, supermercados e pacoteiros lojistas, copa, cozinha, limpeza, portaria, vigilância e guarda, contínuos e office–boys, no valor de R$ 1.220,00. Entregador e demais funcionários passam a receber R$ 1.390,00.

Para o presidente do Sindecam, que reivindicava reajuste de 10%, definido em assembleia da entidade, o aumento foi considerado razoável. “Claro que ficou abaixo do que buscávamos, mas em um ano tão complicado na economia não havia muito mais o que fazer. O importante é que houve um consenso, evitando um desgaste maior entre patrão e trabalhador, como ocorreu em anos anteriores. Agora, pelo menos, o trabalhador sabe quanto vai receber e o empresário quanto vai pagar”, comenta Oliveira.

Segundo ele, inicialmente o sindicato patronal ofereceu o reajuste do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que é 1,76%. “Depois de várias rodadas de negociações conseguimos o acordo na convenção coletiva”, falou. Segundo ele, com o reajuste, o trabalhador terá o aumento real do salário em mais de 2%.

Oliveira lembra que o trabalhador tem enfrentado sérias dificuldades, por conta de tanto aumento nesse primeiro semestre, seja na conta de luz, combustível, impostos e tantos outros. “O trabalhador não havia recebido aumento nenhum, mesmo diante dessa situação econômica que explodiu no país. Com esse acordo, fica mais tranquilo para ambos os lados, pois sabemos que para o patrão não é interessante achatar o salário do trabalhador, tirando o seu poder de compra. Um depende do outro e, nosso objetivo é ir resgatando os prejuízos sofridos pela classe trabalhadora nos últimos anos”, ressaltou.

A reportagem tentou falar com o presidente do Sindicato Patronal, Nelson Bizoto, mas não conseguiu localizá-lo. A base territorial do sindicato atinge os municípios de Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Goioerê, Iretama, Janiópolis, Juranda, Luiziana, Mamborê, Mariluz, Moreira Sales, Nova Cantu, Peabiru, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Roncador e Ubiratã.