Paraná

“Sou a opção da mudança”, diz Cesar filho, sobre governo do Paraná

Com 37 anos, é um dos mais jovens na disputa.
“Faço política por paixão e vocação”, diz o pré-candidato Cesar Silvestri Filho. (Foto: Walter Pereira/Tribuna do Interior)

Prefeito reeleito de Guarapuava com mais de 60% dos votos e com passagem também pelo Legislativo Paranaense, Cesar Silvestri Filho foi escolhido pelo PPS como o seu candidato ao governo em 2018. Com 37 anos, é um dos mais jovens na disputa.

Nesta entrevista exclusiva aos jornais da Associação dos Diários do Interior (ADI Paraná), Cesar Filho diz que o próximo governador terá de preparar o Estado para o futuro e garantir sua competitividade. E isso, explica, vai depender da coragem de encarar questões sempre delicadas aos governantes, como reduzir o tamanho da máquina pública e melhorar a eficiência da gestão.

Ele também defende a retomada de investimentos em infraestrutura em parceria com a iniciativa privada, mas em um modelo diferente do adotado nas estradas pedagiadas do Paraná. “Uma candidatura como a minha só faz sentido se for para fazer aquilo que o Estado realmente precisa. Meu compromisso é com o futuro do Paraná.”, afirma. Leia abaixo a entrevista completa.

Por que decidiu se candidatar ao governo mesmo tendo que deixar a prefeitura de Guarapuava?

Cesar – Faço política por paixão e vocação. E me somo aos brasileiros e paranaenses que querem alternativas a esse quadro da política atual. Fui deputado estadual e hoje sou prefeito de Guarapuava, reeleito com a maior votação entre 10 maiores cidades do Paraná. Sei que posso contribuir de uma forma mais ampla para o nosso Estado.

Da sua administração municipal o que pode ser levado para a gestão estadual?

Sem dúvida, a forma de gestão. Mesmo na maior crise econômica da história recente, conseguimos alavancar o maior volume de investimentos públicos e privados da história do município. Focamos em metas e resultados e, com isso, melhoramos todos os indicadores sociais. Quando se tem compromisso em tornar a gestão mais eficiente é possível produzir bons resultados sem onerar a população com aumentos de impostos.

Quais são os desafios para o próximo governo?

A origem de boa parte dos problemas que temos hoje é o tamanho do Estado. Os recursos que vêm dos impostos não podem ser utilizados na manutenção de estruturas criadas há 20, 30 anos, como algumas autarquias, sociedades de economia mista e secretarias, que não são mais úteis à população, mas que sugam dinheiro público para a sua manutenção. É preciso estancar isso. A lógica é deixar o Estado mais enxuto e eficiente para o futuro, focado no que é a essência da administração pública: prestar à população serviços de qualidade na educação, na segurança, na saúde. Também temos de promover um desenvolvimento econômico mais uniforme no Paraná. As regiões menos industrializadas precisam ter programas de desenvolvimento próprios. Temos que melhorar a infraestrutura, potencializar o empreendedorismo local e criar incentivos a novos investimentos que levem em consideração essas regiões.

Mas, com os recursos escassos, como o Estado pode investir em infraestrutura?

O caminho mais lógico é o de trazer a iniciativa privada para investir junto, seja por meio de concessões ou de Parcerias Público-Privadas, as PPPs. Temos condições de fazer concessões que promovam grandes obras em todo o Estado a tarifas que sejam justas e acessíveis à população, bem diferente do modelo adotado aqui no passado. Os estados mais competitivos do país estão se valendo desse mecanismo. E o Paraná não pode abrir mão disso, porque tem que corresponder à ampliação da capacidade do nosso setor produtivo, que é muito eficiente.

Na sua opinião, o que o diferencia dos nomes já colocados para concorrer ao governo?

Sou de uma geração de políticos que está tendo agora a oportunidade de mostrar o seu trabalho. Tenho uma visão de mundo muito mais contemporânea. Entre os nomes cogitados, sou o único que tem passagem pelo Executivo. Sou prefeito reeleito de uma cidade polo do interior do Estado, grande e complexa. Sei o que é administrar a máquina pública com poucos recursos e em período de crise. E tenho um bom resultado a ser mostrado, tanto que conclui a minha primeira gestão com 77,8% de aprovação, a maior entre as grandes cidades do Paraná.