Região

TCE suspende decisão de prestação de contas e processo volta a estaca “zero”

Oduvaldo: “O que houve foi apenas uma falha técnica da contabilidade, não houve dolo”.

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) publicou nessa terça-feira (14), decisão com efeito suspensivo de acórdão da própria corte que havia rejeitado a prestação de contas do exercício de 2017 da Câmara de Nova Cantu, sob responsabilidade do vereador Oduvaldo José Domingues (PSD), presidente do Legislativo. Com isso o processo retorna a ‘estaca zero’ para julgamento.

A TRIBUNA conversou ontem com Domigues sobre o caso, ele informou que as contas foram rejeitadas por uma falha técnica da contabilidade que não enviou ao Tribunal a comprovação da publicação do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao primeiro semestre de 2017. A multa aplicada contra o presidente, no valor de R$ 7.174,30 pelas irregularidades, também foi suspensa até o trânsito em julgado do processo.

“O nosso contador até publicou as informações no Portal da Transparência da Câmara, mas deixou de enviar ao Tribunal de Contas. Ou seja, houve uma falha técnica sem dolo, e por isso acreditamos que vamos conseguir reverter a decisão”, afirmou. “Estou de consciência tranquila”, emendou.

“Politicagem”

De acordo com informações levantadas pela TRIBUNA, Oduvaldo Domingues é cotado para ser candidato a prefeito na cidade em 2020, o que supostamente vem causando euforia nos ânimos de seus adversários políticos. Segundo ele, alguns adversários utilizaram reportagem publicada sobre o caso pelo jornal na última semana para denegrir sua imagem. “Isso que aconteceu foi uma picuinha e tem gente querendo transformar em ‘tempestade’”, criticou.

Oduvaldo foi reeleito em 2016 para o 8º mandado consecutivo de vereador e reeleito para o 2º mandato consecutivo como presidente da Câmara Municipal, ficando 4 anos no comando da Casa de Leis. “Acredito que isso demonstra a seriedade de nosso trabalho”, ressaltou, ao comentar que uma das principais preocupações suas no Legislativo é a economia dos recursos públicos e transparência com os gastos. “Em 2017, devolvemos ao município R$ 84 mil para compra de uma ambulância e em 2018, R$ 101,5 mil que o prefeito vai utilizar para a construção de uma creche”, informou.