Região

Termina o vazio sanitário e produtores podem plantar soja a partir de amanhã

Termina nesta terça-feira (10) o período do vazio sanitário da soja no Paraná. A partir desta data os produtores estarão liberados para fazer o plantio da cultura até 31 de dezembro deste ano. O vazio sanitário é o período de no mínimo 60 dias em que não se pode semear ou manter plantas vivas de soja no campo. A medida objetiva reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra e assim, atrasar a ocorrência da doença na próxima safra.

Além da eliminação de plantas de soja voluntárias durante o vazio sanitário, as estratégias de manejo da ferrugem asiática incluem a utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada; utilização de cultivares com genes de resistência; o monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura e a utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas na região afetada.

Com o fim da medida, apesar do clima seco, os produtores rurais deverão iniciar o plantio da soja safra 2019/20 na região Comcam já a partir desta quarta-feira (11). Há relatos de que na região de Campina da Lagoa, alguns agricultores já iniciaram o plantio ainda no dia 6.

Departamento de Economia Rural (Deral), núcleo de Campo Mourão, informa que a produção de soja neste ano terá um crescimento de 26,3% ante 2018 na Comcam. De acordo com os dados, a região deverá colher neste ano 2,4 milhões de toneladas da oleaginosa contra 1,9 milhão no ano passado.

A área com a cultura também teve um leve aumento neste ano: 683,5 mil hectares contra 680 mil hectares em 2018, o equivalente a 0,5%, impulsionada pela tendência de queda da área com milho de verão. De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Edilson Souza e Silva, as previsões climáticas em médio prazo são boas para a cultura da soja.

“Temos observado que o Paraná vem enfrentando um longo período de estiagem e depois um período longo de chuvas, e isso tem alternado nos últimos anos. Se manter esta tendência, acabou o período de estiagem e começa agora o período de água que se estender de setembro a janeiro salva toda a cultura”, frisou.

A saca de 60 quilos da oleaginosa está sendo comercializada em média R$ 75,00 a R$ 76,00 na região. Contudo o preço ainda não agrada o produtor uma vez que o custo de produção tem aumentado significativamente ano após ano. “O preço de mercado não tem acompanhado a evolução dos custos e para compensar o produtor tem que ter uma alta produtividade”, disse Silva.

Paraná

O Paraná, tradicionalmente o segundo produtor de soja do Brasil após o Mato Grosso, deverá elevar a produção da oleaginosa em 22% na safra 2019/20, cujo plantio está próximo de começar, segundo o Deral. A produção estimada é de 19,772 milhões de toneladas, ante 16,2 milhões na temporada anterior, quando as lavouras foram afetadas pelo tempo seco e o Estado perdeu a segunda posição no ranking de produtores para o Rio Grande do Sul.

O aumento expressivo da produção, segundo o órgão do governo do Estado, ocorreria pela recuperação das produtividades, dependendo das condições climáticas, já que a área plantada com soja vai crescer apenas 1%, para 5,473 milhões de hectares. Já o plantio de milho verão cairá 6% ante a safra anterior, para 335,8 mil hectares, perdendo espaço para a soja. Com o recuo na área, a produção de milho verão do Paraná foi projetada em 3,1 milhões de toneladas, queda de 1%.