Operação investiga fraudes em licitações de serviços médico-hospitalares na região
A Divisão Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), Núcleo de Cascavel, com apoio da equipe da Polícia Civil de Campina da Lagoa, cumpriu, na manhã desta quarta-feira (20), sete mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação sobre possíveis fraudes em licitações para a contratação de serviços médico-hospitalares em municípios da região de Campo Mourão. Seis mandados foram cumpridos em Campina da Lagoa e um em Tamarana.
Segundo a delegada Muriel D’Ávila da Cunha, responsável pela unidade policial em Campina da Lagoa, a ação marcou a última fase ostensiva da operação. O delegado Rogerson Salgado, titular do Núcleo de Cascavel da DECCOR, explicou que a ação teve como objetivo apreender elementos que fortaleçam a investigação. “Hoje, foram apreendidos documentos, celulares, computadores, visando efetivamente buscar mais elementos probatórios para que possa apurar a autoria desses crimes”, disse ele.
Os aparelhos celulares, computadores, arquivos de mídia e documentos apreendidos serão analisados na continuidade das investigações. O caso começou a ser investigado em 2023, após denúncia sobre possíveis irregularidades em licitações envolvendo uma empresa contratada para prestação de serviços médico-hospitalares nos municípios de Campina da Lagoa e Altamira do Paraná, com contrato anual superior a R$ 3 milhões.
As apurações indicam que a empresa estaria registrada em nome de um “laranja”, funcionário do hospital que atua como porteiro e recepcionista, enquanto os verdadeiros administradores buscavam proteger seu patrimônio pessoal e evitar recolhimento de tributos.
“Verificamos que a empresa estaria em nome de um laranja, que seria o porteiro desse hospital”, informou o delegado. Os indícios apontam para crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude a licitações, além de possível favorecimento e direcionamento em processos licitatórios, gerando prejuízo aos cofres públicos.

