Fábio D’Alécio renuncia à prefeitura de Ubiratã e Márcio Nunes deixa secretaria para disputar eleição
Com a aproximação das eleições de 2026, em outubro deste ano, o cenário político começa a ganhar movimento na região da Comcam. O prefeito de Ubiratã, Fábio D’Alécio, ex-presidente do Consórcio do Desenvolvimento da Comcam (Condescom), renunciou ao mandato no sábado (4) para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições. Filiado ao Progressistas (PP), ele deixa o cargo após quatro mandatos consecutivos à frente do Executivo municipal.
Com sua saída, a prefeitura passou a ser comandada pelo vice-prefeito, Alexandre Molina. D’Alécio afirmou que a decisão marca o encerramento de um ciclo político no município. “Hoje encerro um ciclo, mas não a minha missão. Sigo com o coração firme e a mesma vontade de fazer mais”, declarou, referindo-se à pré-candidatura ao parlamento estadual.
Quem também se desincompatibilizou do cargo foi Márcio Nunes, que deixou a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. O pedido de exoneração foi publicado na última semana. A saída ocorre dentro do prazo eleitoral exigido para quem ocupa cargos no Executivo e pretende disputar eleições. Nunes deverá concorrer à reeleição como deputado estadual. Com a exoneração, reassumiu automaticamente o mandato na Assembleia Legislativa do Paraná.
Ao avaliar o período à frente da secretaria, Márcio Nunes destacou a atuação na área. “Foi um período de muito trabalho, com avanços importantes para o setor agrícola do Paraná. Saio com a sensação de dever cumprido e pronto para novos desafios”, afirmou.
A legislação eleitoral estabelece prazos obrigatórios para que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções antes de disputar eleições. Para cargos do Executivo, como prefeitos e secretários, o prazo geral de desincompatibilização costuma ser de até seis meses antes do pleito.
No caso de secretários estaduais e municipais, a exoneração dentro desse período é condição para registro da candidatura. Prefeitos que pretendem disputar outros cargos também precisam renunciar dentro desse prazo, conforme o calendário eleitoral.
Além da desincompatibilização, o calendário eleitoral prevê outras etapas importantes, como prazo para filiação partidária, geralmente até seis meses antes da eleição, período de convenções partidárias, quando são oficializadas as candidaturas, registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, início da propaganda eleitoral, prestação de contas e regras de financiamento de campanha, entre outros.

