Zeca Dirceu cobra medidas imediatas em apoio aos produtores de leite do Paraná
O deputado Zeca Dirceu (PT) cobrou novamente nesta sexta-feira (26) o apoio imediato do governo federal em auxílio aos produtores de leite do Paraná, impactados pela importação do produto e pelos altos custos de insumos que colocam em risco a viabilidade da atividade, especialmente para a agricultura familiar. “O governo federal estuda medidas para auxiliar os produtores de leite. Essas medidas precisam acontecer imediatamente, tanto em relação a algo que equilibre melhor o preço do leite, como em relação a medidas que possam diminuir os custos da produção e aumentar as condições de renda do agricultor e da agricultura”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a crise em torno dos preços defasados preocupa também outros estados produtores e já é pauta constante em Brasília. “Tenho dialogado em Brasília com os ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Carlos Fávaro (Agricultura) e até mesmo com a Receita Federal, que deve fiscalizar as importações. Também tenho conversado com o ministro Fernando Haddad (Fazenda) e com a equipe mais próxima, inclusive do presidente Lula”, destacou.
Crise agravada pela importação
Na avaliação do deputado, a entrada massiva de leite em pó importado, especialmente do Mercosul, tem derrubado o preço pago ao produtor paranaense, que hoje varia entre R$ 2,40 e R$ 2,90 por litro — muitas vezes insuficiente para cobrir custos de ração, energia e insumos. O cenário é ainda mais preocupante porque, diferente do padrão histórico, o preço no Paraná caiu mesmo durante a entressafra de inverno, quando normalmente deveria subir.
Impacto nos produtores
A Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar de Salto do Lontra enviou carta ao deputado relatando que os agricultores enfrentam quedas drásticas no valor pago pelo litro de leite, enquanto os custos seguem elevados. “Tal cenário tem tornado a atividade leiteira inviável economicamente, colocando em risco a principal fonte de renda de centenas de famílias cooperadas”, apontou o documento.
A cooperativa pede medidas emergenciais do governo federal, especialmente do Ministério da Agricultura, para garantir preço justo, sustentabilidade econômica e valorização da produção familiar.

