José Eugênio Maciel
A história pausa, tributo ao historiador Altoé

“As nossas mentes, aprendeu o homem moderno, talvez contenham sombras estranhas e irracionais do passado sub-humano – sombras que, sob tensão, podem por vezes alongar-se e incidir sombriamente na soleira da porta da nossa vida racional”.

Loren Eiseley

 

Ele é o pioneiro dos Caminhos de Peabiru, ao descobrir e percorrê-lo. Não foi ao acaso. Nada de por acaso. Estudioso dedicado, perspicaz e apaixonado pelo conhecimento humano, notadamente o civilizatório e a condição com as gerações.

Um prolífico do saber que adquiria, ampliava, diversificava e partilhava com enorme serenidade e entusiasmo, pois sabia fixar relação harmoniosa entre serenidade e empolgação necessária em termos de cultura e educação.

Chegou em Campina da Lagoa em 1964, fincou raízes no solo fértil. Foram 54 anos de um vínculo fecundo e forte com a nossa região, sobretudo como ser humano extraordinário, singular. Aplicado às Ciências Sociais foi historiador, arqueólogo, antropólogo. Cultivou amizades, referencial marcante como indivíduo e como ser social.

Findada a vida dia primeiro agora, 82 anos, Pedro Altoé produziu e é legado intelectual vasto, Caminhos de Peabiru é o saber de nossa ancestralidade indígena, brasileira e latina. Convém salientar, respeitado e querido pelos estudiosos afeiçoados desde sempre com o modo de ser, laços duradouros da amizade.

A terra das campinas e das lagoas tinha vestígios materiais étnicos que encontrou e buscou mais artefatos, logo convidou e disseminou tal achado. Desenterrou o então desconhecido passado, ligando fatos históricos à compreensão da humanidade e seu ciclo evolutivo.

Campina da Lagoa em vida reconheceu a importância do educador, homem que era peculiar no trato com as pessoas, espectador e veiculador do espetáculo da vida.

Trouxe a história e o sentimento humano para bem junto das crianças e jovens, despertados pelas ensinanças do professor. O mestre, era ele caminho inspirador e exemplar em todas as direções do aprendizado.

Fases de Fazer Frases (I)

Furto o tempo, ele que nunca me rouba.

Fases de Fazer Frases (II)

Faço de tudo para que o nada não me desfaça.

Fases de Fazer Frases (III)

vez resta-me réstia do sol que escapa pelas frestas do tempo.

Fases de Fazer Frases (IV)

Foge de mim aquela que me forja a saudade que levo.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

São 27 candidatos ao Conselho Tutelar de Campo Mourão. O que dá sinais de crescimento e a ganhar simpatia é o clima de renovação por meio de nomes e novas propostas de trabalho.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

O STF – Supremo Tribunal Federal decidiu que a demarcação das terras devem ser respeitadas. A terra é dos índios! Curioso, eram eles os primeiros e legítimos donos e continuariam a ser, mas a colonização e a ânsia incontrolável deseja ainda roubar dos índios o que é deles.

Caixa Pós-tal

Agradeço a todos, antes agora e sempre, pelas manifestações a respeito da Coluna anterior – PARA A ISADORA, SEMPRE AMADA – comovente e comovedora, palavras e sentimentos que me confortam, ante a perda, aos 22 anos, daquela criança que vi nascer, crescer e que vivemos juntos sobretudo na infância uma relação de afeto típico de amor autenticamente intenso e que me põe ao mesmo tempo triste e prostrado, quanto sendo imperativo ter que seguir a vida, mesmo sem ela, a não ser em meu coração.

Fiapo e Ferpa

Poder estar com os poderosos, - e não ficar-, é estar com o poder próprio.

Reminiscências em Preto e Branco

Tempo do vidraceiro, vinha retirar janela quebrada, punha nova. A quebrada geralmente por uma bola do jogo de futebol na rua.

José Eugênio Maciel | [email protected]