Após morte de mãe por atropelamento, família tenta recomeçar em Araruna e pede ajuda

A confirmação da morte de Terezinha Rosa de Oliveira, de 44 anos, mudou a rotina de uma família inteira em Araruna. Internada desde o último domingo (5), ela não resistiu aos ferimentos. A morte cerebral foi confirmada por uma equipe médica da Santa Casa, em Campo Mourão, na tarde desse sábado (11), após seis dias internada.

Terezinha foi atropelada enquanto caminhava com o namorado, que também ficou ferido. O motorista da caminhonete fugiu sem prestar socorro, foi localizado, preso e posteriormente liberado mediante pagamento de fiança.

Ela era a principal provedora da casa. Trabalhava com reciclagem e sustentava seis filhos, entre eles duas crianças de 3 e 7 anos. Com a morte da mãe, a família ficou sem renda. “Ela era o pilar da casa. Era quem segurava tudo”, resume o cunhado, Luiz Carlos Santos.

Enquanto o caso segue sob investigação, a família passou a depender da ajuda de terceiros. As necessidades vão desde alimentos, roupas e itens de higiene até móveis e assistência jurídica. Em Araruna, foram montados pontos de arrecadação no CCV da Copel, na Marçal Imóveis e na Barbearia Marçal, todos próximos aos Correios, na rua Eraclides Alves Gouveia.

Ramon (foto), que perdeu o sobrinho Anthony Pietro em circunstância parecida, em 2024, se sensibilizou com a causa e criou uma frente de apoio à família. Ele diz que precisam inclusive de apoio jurídico

Interessados também podem entrar em contato pelo telefone (44) 9.9114-4621, com Ramon Henrique Marçal Fante, que acompanha o caso, ou ir até a residência da família, na rua Marcílio Dias, nº 531, no centro da cidade. Há ainda a opção de doação via Pix, pela chave CPF 62487175915 (Luiz Carlos dos Santos).

“Hoje tem gente ajudando. Mas a gente sabe que isso passa. Daqui a pouco eles continuam na mesma situação”, afirmou o cunhado. Entre os filhos, três são menores, com idades de 3, 7 e 15 anos, e os demais, mesmo maiores de idade, ainda dependem de apoio.

Uma das principais preocupações é garantir moradia digna. “Eles precisam de um lar. Para não ficar pagando aluguel. Para ter um mínimo de estabilidade”, completou Santos.

Ramon decidiu ajudar após viver situação semelhante na família. Ele é tio de Anthony Pietro, que morreu em um acidente em 2024. “A gente já passou por isso. Sabe como é difícil. Então a gente tenta amenizar para outra família”, disse. Segundo ele, a realidade encontrada é de vulnerabilidade.

Enquanto a morte de Terezinha segue sob investigação da polícia, a família passou a depender da ajuda de terceiros. A situação, que já não era fácil, ficou ainda mais difícil. As necessidades são básicas

Além das doações, ele busca oportunidades de emprego para os filhos mais velhos. “Tem dois que querem trabalhar. Quem puder dar oportunidade, ajuda muito”, destacou.

O filho da vítima, Luiz Rodrigo Rosa de Oliveira, falou sobre o momento. “Estamos muito abalados”, disse. Ele também cobrou justiça. “Minha mãe cuidava da gente. Agora estou tentando cuidar das minhas irmãs. Mas eu quero justiça”, afirmou.

A família relata que, até o momento, não recebeu apoio do motorista envolvido no atropelamento.

Quem quiser ir pessoalmente à casa da família para conhecer a sua realidade, o endereço é: rua Marcílio Dias, nº 531, no centro de Araruna

Serviço

Doações: alimentos, roupas, produtos de higiene, móveis
Pontos: CCV da Copel, Marçal Imóveis e Barbearia Marçal (rua Eraclides Alves Gouveia)
Contato: (44) 9.9114-4621 (Ramon)
Endereço: Rua Marcílio Dias, nº 531, centro de Araruna
Pix: CPF 62487175915 (Luiz Carlos dos Santos)