Campanha é lançada com foco no combate à violência doméstica
Com a participação de autoridades e representantes da sociedade civil organizada, foi lançada na noite dessa quarta-feira (25), em Engenheiro Beltrão, a campanha “Belas, Beltrão por Elas”, voltada ao enfrentamento da violência doméstica no município. O evento foi realizado em frente ao Pavilhão de Eventos e reuniu lideranças políticas, religiosas e representantes de entidades.
A programação teve início com atividade física conduzida pelo BFIT Studio, envolvendo um grupo de mulheres. Na sequência, ocorreram pronunciamentos das autoridades e homenagens a profissionais de diferentes áreas de atuação. O evento foi encerrado com o espetáculo “Um retiro nada agradável”, da DuSol Produções.
As ações da campanha prosseguem no decorrer do ano com atividades educativas, palestras e ações de conscientização. De acordo com a organização, a iniciativa busca integrar poder público, forças de segurança e sociedade civil em ações concretas de prevenção e repressão à violência doméstica, além de promover orientação e incentivar a denúncia.
Dados levantados no município indicam que, somente em 2025, foram registradas 74 ocorrências de violência doméstica em Engenheiro Beltrão. A proposta é reduzir esses índices por meio de ações coordenadas.
Durante o evento, o prefeito Garbim Junior destacou o papel da mulher na sociedade e afirmou que a gestão municipal está à disposição para atender as demandas femininas. “O mês de março é dedicado a todas as mulheres que representam com coragem a nossa sociedade. Vocês são extremamente importantes e a nossa luta como gestão municipal é valorizar isso”, disse.
O juiz Silvio Hideki Yamaguchi também ressaltou a importância da mobilização conjunta. “Estamos reunidos nesse grande movimento com a sociedade civil para buscar a proteção das mulheres. Vamos atuar na orientação, na conscientização dos companheiros e, se não for suficiente, precisamos fazer o encaminhamento para os órgãos responsáveis”, afirmou.
Ele destacou ainda que, em casos mais graves, há necessidade de intervenção judicial com medidas protetivas mais rigorosas, como monitoramento eletrônico ou prisão do agressor.

