Com investimento de R$ 4,1 milhões, Altamira do Paraná cria estação ecológica

O município de Altamira do Paraná oficializou a criação de uma Estação Ecológica Municipal voltada à preservação ambiental e ao fortalecimento de políticas públicas de proteção da natureza. A iniciativa prevê investimento estimado em R$ 4.178.139,04.

A medida foi formalizada por meio de decreto municipal, que institui a unidade de conservação em área de remanescente de vegetação nativa localizada na Fazenda Vale do Cantú II. A delimitação da área teve como base estudo técnico elaborado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Campo Mourão, em outubro de 2025. O trabalho foi coordenado pelo professor doutor Marcelo Galeazzi Caxambu.

Conforme o decreto, a área passa a integrar o grupo de Unidades de Conservação de Proteção Integral, na categoria Estação Ecológica, conforme os critérios do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), instituído pela Lei Federal 9.985/2000.

Esse tipo de unidade tem como finalidade a preservação integral dos ecossistemas, com restrições ao uso direto dos recursos naturais e foco na conservação da biodiversidade e na pesquisa científica. A gestão ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que deverá atuar na fiscalização e na proteção da fauna, da flora e dos recursos naturais existentes na área.

Entre os objetivos estabelecidos para a estação ecológica estão a preservação de ecossistemas de relevância ecológica, a proteção de espécies ameaçadas de extinção, o incentivo à pesquisa científica e o desenvolvimento de ações de educação ambiental. O decreto também prevê a possibilidade de turismo ecológico, desde que compatível com as regras de conservação da unidade.

A área destinada à unidade de conservação possui aproximadamente 64 alqueires

De acordo com a prefeita do município, Elza Aparecida da Silva (PSD), além do aspecto ambiental, a criação da unidade deve impactar a arrecadação do município. Isso ocorre porque áreas protegidas são consideradas no cálculo do ICMS Ecológico, mecanismo que compensa financeiramente cidades que preservam o meio ambiente”, destacou.

Em 2025, o Governo do Paraná repassou mais de R$ 659 milhões aos municípios por meio desse instrumento, destinado justamente a localidades que mantêm unidades de conservação e outras áreas protegidas.

O programa funciona como incentivo à conservação, redistribuindo parte da arrecadação do imposto para municípios que investem em proteção ambiental e gestão sustentável dos recursos naturais. A expectativa da administração municipal é de aumento significativo na receita a partir da consolidação da área no sistema estadual de avaliação ambiental.

Elza destacou a importância da medida que associará a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico no município. Estamos garantindo a proteção de uma área importante do nosso território e, ao mesmo tempo, criando uma fonte de receita que vai fortalecer a gestão pública. É uma ação planejada, com responsabilidade ambiental e impacto direto no futuro do município”, afirmou.

Segundo a prefeita, a iniciativa também amplia as possibilidades de desenvolvimento local. Essa estação ecológica vai permitir avanço em pesquisa, educação ambiental e até turismo sustentável, sempre respeitando os limites da preservação. É um investimento que retorna em qualidade de vida e oportunidades para a população”, declarou.

A área destinada à unidade de conservação possui aproximadamente 64 alqueires e foi adquirida pelo município da família Dasko, conforme informou Elza. É uma conquista importante. Estamos estruturando o município para crescer com responsabilidade, preservando nossos recursos naturais e garantindo benefícios concretos para a população”, completou.

A prefeita informou que as despesas de implantação e manutenção serão custeadas com recursos próprios do município, com possibilidade de complementação por meio do ICMS Ecológico e outras fontes de financiamento ambiental. Com a criação da estação ecológica, Altamira do Paraná passa a integrar o conjunto de municípios que utilizam a conservação ambiental como estratégia de gestão pública, combinando proteção dos recursos naturais com captação de receitas e desenvolvimento sustentável”, acrescentou a prefeita.