Missa de Cinzas e Campanha da Fraternidade abrem Quaresma
O período da Quaresma, celebrado pela igreja católica, tem início nesta quarta-feira (17) com a imposição de cinzas durante as missas em todas as paróquias. É nesse tempo de penitências que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também dá ênfase à Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”.
No Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Campo Mourão, as missas de Quarta-Feira de Cinzas serão celebradas às 6h, 15h e 19h30. Às 17 horas a celebração será realizada no estacionamento da igreja para os fiéis do grupo de risco do Covid-19, que poderão participar sem sair dos carros.
“As cinzas nos fazem relembrar a nossa pequenez diante desta humanidade e a capacidade de nos tornarmos grandes ao encontrarmos conosco mesmo nesse movimento de volta para o Cristo”, explicou o padre Wesley Almeida. Segundo ele, na Quaresma a igreja convida os fieis a também carregar as cruzes, intensificar a oração e reviver dentro de si os bons sentimentos de Cristo na caminhada para a Ressurreição.
A imposição das cinzas na cabeça, segundo o padre, também tem seu significado. “A cabeça é o lugar onde pensamos, meditamos, refletimos. Esse contato mais próximo dos ouvidos e da boca faz é uma referência de tudo aquilo que nos faz um movimento de conversão”, enfatiza.
Campanha da Fraternidade
Todo ano a igreja católica adota um tema para reflexão, especialmente no período da Quaresma, denominada Campanha da Fraternidade. Neste ano a temática é voltada ao ecumenismo com o lema bíblico “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2,14).
“A Campanha propõe um diálogo entre todos os que professam a fé em Jesus para assumir compromissos comuns. Acolher o outro é um desafio da fé. Há muito mais coisas que nos unem do que aquilo que nos separa”, pondera o bispo diocesano de Campo Mourão, Dom Bruno Versarim que na semana passada dirigiu uma formação on-line sobre a CF com alcance de mais de 6 mil pessoas.
Em recente entrevista à TRIBUNA sobre a Campanha, ele comentou sobre os desafios da igreja, especialmente por conta da pandemia de Coronavírus. “Somos convidados a refletir sobre a importância do diálogo entre as diferentes expressões de fé. Devemos ser sinal de unidade para viver com maior identidade a Jesus, que caminha e dialoga com todas as pessoas”, argumenta.
Segundo ele, a CNBB propõe que o tema da Campanha da Fraternidade seja de interesse da sociedade, fazendo assim temas ecumênicos. Em 1979, 2004 e 2017 foram temas ecológicos. Em 1994 sobre a família. Em 2009 sobre segurança pública e em 1992 a juventude. Em 2014 sobre o tráfico humano. Em 2016 e 2017 sobre o meio ambiente.

