No 3º dia de greve, adesão de professores chega a 75% na região de Campo Mourão
Professores da rede estadual de ensino entraram hoje para o terceiro dia de greve (iniciada na terça-feira, 25) com adesão de 75% dos profissionais na região de Campo Mourão. As informações são da APP-Sindicato, que abrange a área dos Núcleos de Educação de Campo Mourão e Goioerê. A reportagem entrou em contato com Núcleo Regional de Educação (NRE) de Campo Mourão, que ainda não concluiu um levantamento sobre a quantidade de profissionais que cruzaram os braços.
A APP-Sindicato de Campo Mourão avalia a adesão como ‘boa’ na região. É considerada muito boa. Estamos recebendo muitas ameaças de demissão de professores do PSS, por isso, isso tudo para enfraquecer o movimento. Tem muitos profissionais que estão com medo, informou a professora Patrícia Lopes Romero, que faz da diretoria da APP. Segundo ela, o sindicato está percorrendo toda a região diariamente buscando fortalecer o movimento. Todos os dias estamos ligando nas escolas e fazendo visitas, informou, ao comentar que alguns professores deixaram o movimento temendo represálias.
Nesta sexta-feira (28), os professores farão uma concentração em frente a sede do NRE de Campo Mourão a partir das 9 horas. Já na próxima segunda-feira (1º de julho), participarão de atos em Curitiba em frente ao Palácio do Iguaçu. Atos regionais serão realizados na Comcam também, como passeatas.
O Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) rejeitou nessa quarta-feira (26) a proposta do governo do Estado de suspensão temporária da greve por uma semana para a retomada das negociações com os servidores públicos. Diante da decisão, o governo manteve a posição de não reabrir o diálogo com a categoria, enquanto a paralisação continuar. Os servidores alegam que enquanto não houver uma proposta do governo sobre o reajuste de 4,94% relativo à inflação dos últimos doze meses, a greve deve prosseguir.
A data-base do reajuste anual dos servidores venceu em maio. Os funcionários do Executivo alegam que estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%. Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria nenhum reajuste, alegando que os gastos com pessoal já estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Após os protestos da categoria no dia 29 de abril, o Executivo concordou em montar uma comissão com representantes dos sindicatos e parlamentares para discutir o assunto. Após oito rodadas, porém, as negociações não avançaram.
Na semana passada, o governador afirmou que o governo não tem dinheiro para conceder o reajuste. Na segunda-feira, após manifestação de policiais civis, que fizeram carreata até o Palácio Iguaçu com viaturas oficiais em mau estado de conservação, o governo pediu a suspensão da greve por uma semana, para apresentar uma proposta ao funcionalismo. Os policiais então, que haviam anunciado operação padrão nas delegacias em apoio ao movimento grevista, decidiram suspender a mobilização, à espera da proposta. O prazo vence nesta sexta-feira (28). As demais categorias, porém, decidiram manter a paralisação, pelo menos até uma nova avaliação do comando de greve.

