Saúde alerta para aumento de casos de esporotricose em Peabiru
A Secretaria Municipal de Saúde de Peabiru está alertando a população após registrar o aumento de casos de esporotricose, doença causada por fungo que pode atingir gatos e humanos. A transmissão ocorre, principalmente, por arranhões e mordidas de gatos infectados, além do contato com feridas de animais doentes. Também pode haver contaminação por solo e plantas com o fungo.
A secretária municipal de Saúde, Cintia Gasparini, informou que, do fim de dezembro até a última semana de janeiro, o município confirmou sete casos em animais. E chamou atenção para a aceleração recente: de 26 a 30 de janeiro, foram três confirmações, sendo dois casos em animais e um em humano.
“Pode parecer um número pequeno, porém a esporotricose é uma doença perigosa em meio urbano. A alta circulação de gatos de rua facilita a transmissão rápida e dificulta o controle”, afirmou Cintia. A Secretaria reforça que a doença tem tratamento e que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações e reduzir a cadeia de transmissão. “A esporotricose não é uma doença simples. Em caso suspeito, procure a unidade de saúde de referência para avaliação médica”, orientou.
No caso de sinais em animais, a recomendação é procurar atendimento veterinário o quanto antes e comunicar o município para acompanhamento. “Se o animal apresentar feridas suspeitas, o tutor precisa levar ao médico veterinário e avisar a Vigilância Sanitária. E ressaltamos: não mexer nas feridas sem o uso de luvas”, disse.
Esporotricose
A esporotricose é uma infecção fúngica causada pelo fungo Sporothrix, comum na terra, plantas e madeira, que entra no corpo por ferimentos na pele e afeta humanos e animais, especialmente gatos, que se tornaram um importante vetor de transmissão (zoonose).
Manifesta-se com feridas na pele que não cicatrizam e pode seguir o sistema linfático, com formas cutâneas, linfocutâneas (mais comum), extracutâneas e disseminadas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar a propagação.
Sintomas e prevenção
Como a doença é transmitida?
Arranhões e mordidas de gatos infectados.
Contato com feridas e secreções de animais doentes.
Contato com terra e plantas contaminadas.
Sinais de alerta em gatos.
Feridas que não cicatrizam.
Lesões em orelhas, focinho e patas.
O quadro pode evoluir e levar à morte do animal se não for tratado.
Sinais de alerta em humanos.
Feridas na pele, geralmente dolorosas, com possibilidade de espalhamento.
Atenção redobrada em pessoas com imunidade baixa.
O que fazer para se proteger?
Evite contato direto com animais com feridas suspeitas.
Não manipule lesões sem proteção; use luvas.
Ao notar sintomas, procure atendimento na unidade de saúde.
Se o animal apresentar feridas, leve-o ao veterinário e comunique à Vigilância Sanitária do município.

