Medicina Funcional Integrativa amplia prevenção e cuidado em saúde
Em um cenário marcado por consultas rápidas e atendimento fragmentado por especialidades, cresce a busca por um modelo de cuidado mais próximo, contínuo e individualizado. É nesse contexto que ganha espaço a Medicina Funcional Integrativa, abordagem defendida pela médica Fabiana Messa Alves, professora do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado, em Campo Mourão.
Segundo a médica, o modelo resgata a escuta qualificada e amplia a investigação clínica, combinando ciência de ponta com terapias complementares baseadas em evidências. “A Medicina Funcional Integrativa valoriza o atendimento individualizado, melhora a adesão do paciente e, consequentemente, os resultados terapêuticos”, afirma.
A abordagem se sustenta em dois pilares. O primeiro é a Medicina Funcional, voltada à investigação das causas dos desequilíbrios de forma personalizada. Em vez de tratar apenas a doença, o profissional analisa histórico de vida, rotina, fatores emocionais e ambiente. Exames como testes genéticos, nutrigenômica, avaliação do microbioma intestinal e análise de estresse oxidativo podem integrar essa avaliação ampliada.
O segundo pilar é a Medicina Integrativa, que incorpora práticas complementares com respaldo científico, como acupuntura, fitoterapia, ozonioterapia e técnicas de mindfulness, sem excluir o uso de medicamentos quando necessários. O objetivo é potencializar resultados, reduzir doses e, em alguns casos, evitar procedimentos invasivos.
De acordo com Fabiana Messa Alves, a proposta pode ser aplicada tanto por médicos generalistas quanto por especialistas. “O paciente é visto como único e assume protagonismo sobre sua própria saúde”, destaca.
A médica ressalta ainda a importância do trabalho multidisciplinar. Na prática clínica, a atuação conjunta com nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta é considerada fundamental. “Essa integração permite um plano terapêutico mais completo, melhora a adesão e contribui para a prevenção de complicações”, explica.
Outro ponto central é o acompanhamento contínuo. “A continuidade do atendimento funciona como engrenagem do modelo. Permite acompanhar mudanças sutis ao longo do tempo e ajustar estratégias de forma precisa”, pontua.
Apesar de ainda enfrentar resistência, a professora afirma que a Medicina Funcional Integrativa não se opõe à medicina convencional. “Trata-se de uma abordagem fundamentada em evidências, com uso de exames e protocolos validados. Não substitui a medicina tradicional, mas complementa quando necessário”, esclarece. Segundo ela, o modelo já é amplamente adotado em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.
Para quem busca esse tipo de atendimento, a orientação é procurar profissionais com pós-graduação reconhecida pelo Ministério da Educação e pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.
O Centro Universitário Integrado, onde Fabiana Messa Alves atua como docente, possui mais de 25 anos de atuação no ensino superior e conceito institucional máximo (5) junto ao MEC. A instituição oferece mais de 60 cursos de graduação e mais de 70 de pós-graduação, com estrutura moderna, laboratórios equipados e iniciativas voltadas à inovação, como o ecossistema Integrow.

