Batalhão de Campo Mourão sedia capacitação regional para uso da arma não letal Taser 10

A sede do 11º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Campo Mourão, recebeu policiais de diferentes unidades do Noroeste do Paraná nessa segunda-feira (21) para realização de um curso de capacitação para o uso da arma de incapacitação neuromuscular Taser 10.

O equipamento de tecnologia avançada é voltado ao controle de situações com menor potencial letal. A formação reuniu inicialmente efetivos do próprio 11º BPM, do 32º BPM, de Sarandi, e da 5ª Companhia Independente da PM, de Cianorte. Ao longo desta semana, as atividades seguem com a tropa do Batalhão local.

A instrução é dividida entre aulas teóricas e práticas, com foco na aplicação segura e técnica da arma de pulso elétrico, respeitando os protocolos institucionais e os princípios dos direitos humanos. A Taser 10, recentemente incorporada ao arsenal da PM paranaense, é considerada uma das mais modernas do país e permite o disparo de até dez sondas com controle remoto dos pulsos elétricos.

Seu uso está inserido na estratégia do governo estadual de reforçar a atuação policial com equipamentos de menor potencial ofensivo, reduzindo os riscos em abordagens e garantindo maior segurança tanto aos policiais quanto às pessoas envolvidas.

A habilitação teórica e prática reuniu inicialmente efetivos do próprio 11º BPM, do 32º BPM, de Sarandi, e da 5ª Companhia Independente da PM, de Cianorte

De acordo com o planejamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública, 1.500 unidades desse tipo de armamento devem ser distribuídas aos batalhões da PM em todo o Paraná até o fim de 2025. O curso atual, promovido em Campo Mourão, faz parte da etapa de habilitação dos operadores que atuarão diretamente com o equipamento em campo.

Além da parte técnica, o treinamento inclui orientações sobre o uso diferenciado e progressivo da força, ressaltando o papel da arma não letal como alternativa em situações em que a intervenção policial é necessária, mas não justifica o emprego de meios letais.

A expectativa é que o novo recurso reforce a capacidade operacional dos batalhões, especialmente em ocorrências envolvendo resistência física ou risco iminente, mas que possam ser controladas com métodos menos agressivos. A iniciativa é parte do programa contínuo de qualificação do efetivo da PM, que busca alinhar tecnologia, segurança e respeito à integridade física nas ações policiais.