Ação Social recebe denúncias de trapaças por famílias para receber cestas básicas em CM
Para tentar conseguir cestas básicas além do que tem direito mensalmente, algumas famílias estão trapaceando o sistema de organização elaborado pela Secretaria Municipal de Ação Social de Campo Mourão. Pelo menos o órgão municipal tem recebido denúncias nesse sentido e segundo a secretária Márcia Calderan, alguns casos já foram confirmados.
A secretária admite que quem tem intenção de trapacear encontra facilidade em razão das famílias não serem visitadas. “A orientação que recebemos até da Secretaria Nacional é para não fazer visitas. Primeiro por conta do isolamento social e também porque não daríamos conta de visitar todas as famílias, pois com essa pandemia a procura por cestas aumentou em mais de 200 por cento”, justifica a secretária.
Segundo ela, há pessoas que estão agindo de má fé. “Um pega cesta, aí no outro dia vem uma pessoa da mesma família e pega outra. Como muitas vezes o casal não é casado no papel, facilita a mentira na hora do cadastro”, comenta. Segundo ela, até um servidor público de outra secretaria mentiu no cadastro para pegar cestas. “Essa pessoa pode estar tirando o direito de outra que precisa. Não está faltando cestas, mas não sabemos por quanto tempo isso vai durar nem o número de doações que vamos receber”, observa a secretária.
Há denúncias, segundo ela, que pessoas estão vendendo cestas. “A equipe faz todo um trabalho de triagem, onde é exigida documentação, comprovante de residência e de renda. E a gente sabe que outras organizações da sociedade também fazem doações diretamente a essas famílias e mesmo assim elas vem retirar”, lamenta.
As cestas doadas pelo município são entregues nos três CRAS da cidade, das 7h30 às 13 horas. Além de trapaças de algumas pessoas, a secretária diz que também enfrenta comentários ou reclamações infundadas pelo fato de algumas pessoas levarem duas ou três cestas. “Há casos em que realmente estamos entregando até mais de uma porque são cestas menores que recebemos de doações e dependendo do tamanho da família é preciso duas ou até três”, explica.
A secretária explica que além das cestas que o município compra, a Ação Social também recebeu doações da comunidade, por meio da Campanha Corrente do Bem realizada pelo Provopar. “É preciso deixar claro que a partir do momento que a distribuição passa para a responsabilidade do município, o sistema a ser obedecido é o mesmo, independente se foi comprada com dinheiro público ou doada, pois temos que prestar contas de tudo”, complementa.

