Movimento na rodoviária de Campo Mourão caiu cerca de 80 por cento

Embora as viagens de ônibus tenham sido liberadas há duas semanas, as restrições impostas para reduzir o risco de contaminação pelo Coronavírus fizeram o movimento de passageiros na rodoviária de Campo Mourão cair cerca de 80 por cento. É o que afirmam funcionários das empresas de transporte e taxistas que trabalham no Terminal.

Pelo decreto, os ônibus só podem viajar com metade da capacidade de lotação. No saguão da rodoviária, os bancos estão isolados de forma intercalada para garantir o distanciamento dos passageiros que aguardam o embarque. Além de higienização com álcool 70 por cento na entrada, também é obrigatório o uso de máscaras por parte dos passageiros e funcionários.

O encarregado da Brasil Sul-Viação Garcia, Romildo Castilho, disse que a empresa mantém três linhas, obedecendo as normas. A linha Campo Mourão-Curitiba é feita com ônibus leito pelo mesmo preço do convencional com capacidade para 28 passageiros em poltronas individuais. “Essa é a única linha que temos conseguido lotação”, afirma, ao acrescentar que as pessoas estão evitando viajar de ônibus. 

Outra estratégia de segurança da empresa é a colocação de cortinas entre as poltronas duplas, que segundo Castilho são trocadas no fim de cada viagem. Mesmo com todas as normas de segurança, o terminal passa a maior parte do tempo deserto, sem filas nos guichês. No fim do ano passado, a empresa Aterfi já havia divulgado que o movimento havia caído cerca de 50 por cento em relação aos anos anteriores. 

Táxi

A queda drástica no movimento da Rodoviária reflete diretamente na procura por táxis.  No ramo desde 1970, o taxista Carlinhos Pires costumava fazer uma média de 10 a 12 corridas por dia. Nesta quinta-feira, até as 16 horas, ele não havia saído do ponto, onde chegou âs 8 horas. “A média não tem passado de três viagens por dia”, revela o taxista, que cobra R$ 1,00 por quilômetro.

Segundo ele, quem depende do táxi para sobreviver está enfrentando sérias dificuldades. “Graças a Deus já sou aposentado, mas tenho colegas que dependem exclusivamente desse atividade e de vez em quando estamos ajudando eles com cestas básicas”, comentou, ao lembrar que  a procura por táxi já tinha caindo gradativamente pela facilidade em adquirir automóveis, caronas e especialmente com a entrada de corridas por aplicativos.

ATUALIZAÇÃO

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A respeito da matéria sobre a queda do movimento na Rodoviária de Campo Mourão, publicada no sábado, o taxista entrevistado, Carlinhos Pires, esclarece que:

– Quando disse que de vez em quando ajuda colegas com doação de cestas básicas, referiu-se a pessoas necessitadas que conhece e auxilia, não necessariamente taxistas.