Saída de Teich da Saúde repercute no meio político e Rubens Bueno chama Bolsonaro de ‘desequilibrado’
A demissão de Nelson Teich do Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (15), a menos de um mês após ter assumido o cargo, repercutiu no meio político com duras críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O deputado federal, Rubens Bueno, de Campo Mourão, vice-presidente nacional do Cidadania, falou em live, que o ‘que falta neste momento é o teste de saúde mental no Palácio do Planalto’.
“Temos uma pessoa desequilibrada na presidência. Precisamos urgentemente de saúde mental. Não dá, para no meio de uma pandemia, trocarmos dois ministros que estavam fazendo um bom trabalho em virtude de caprichos de um presidente. É preciso sapiência neste momento”, falou Bueno, ao classificar como tragédia os equívocos de Bolsonaro.
“Demite-se um Ministro da Saúde que estava cumprindo rigorosamente com o seu papel, ajudando o país a enfrentar e sair desta grave crise da pandemia da Covid-19. E de repente o presidente a seu belo prazer, quer dizer que não concorda com a ciência, enfrenta o ministro e não olha para milhares de infectados e milhares de mortos no Brasil”, prosseguiu Bueno, ao comentar que o presidente coloca a vida da população brasileira em risco com suas ‘fanfarras’. “Não estamos no Jardim de Infância. Ele precisa saber os efeitos de seus atos. E se não souber, vamos atuar”, avisou.
Outro parlamentar que comentou a demissão de Teich do Ministério, foi o deputado federal e ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), com atuação na região de Campo Mourão. Para ela, a saída de Teich não era a melhor solução. O deputado cobrou mais velocidade de Bolsonaro nas decisões em meio a duas demissões de ministros em um momento que o país enfrenta uma pandemia.
“O Brasil ainda não conseguiu suprir a saúde de respiradores e equipamentos que sejam adequados para enfrentar esta pandemia. Neste sentido eu peço que sejamos rápidos porque o ex-ministro Teich ficou 30 dias para se atualizar buscando definir uma política [de atuação] e agora saiu. Precisamos que esta continuidade seja muito veloz”, disse Barros, ao observar que os ministros da Saúde ficam no mínimo em média 10 meses no mandato. Já Teich completaria 30 dias de ministério no domingo (17). No lugar dele, assumiu a pasta interinamente o general Eduardo Pazuello.

