Diretran vai intensificar remoção de veículos abandonados e prepara pátio municipal

A Diretoria de Trânsito de Campo Mourão (Diretran) deve intensificar nos próximos dias a fiscalização e a remoção de veículos abandonados em vias públicas do município. A medida está vinculada à fase final de implantação do pátio municipal, estrutura considerada essencial para dar suporte ao recolhimento e à guarda dos automóveis.

De acordo com o diretor de Segurança e Mobilidade Urbana da Diretran, Nelson Casaroli, a legislação que proíbe o abandono de veículos nas ruas é antiga, mas somente agora passou a ser aplicada com maior rigor. “Essa lei já existe há algum tempo. É bastante antiga. Acontece que nós passamos a cobrar com mais rigor agora. Percebemos que houve um atendimento razoável. Muitos carros já foram retirados e a cidade ficou mais limpa, mais apresentável”, afirmou.

Segundo ele, além da questão estética, a permanência de veículos abandonados representa risco à saúde pública. “Esses carros muitas vezes se tornam pontos de criação de insetos, com acúmulo de água, o que pode contribuir, por exemplo, para a proliferação da dengue”, destacou.

Apesar de a resposta inicial ser considerada positiva, a Diretran ainda identifica casos de descumprimento. Há veículos que permanecem nas vias mesmo após notificação. “Alguns ainda insistem, seja por desconhecimento ou até porque abandonaram o veículo e deixaram a cidade. Mas o fato é que a lei existe e será cumprida”, disse Casaroli.

A principal dificuldade enfrentada até agora para a retirada desses veículos era a falta de espaço adequado para armazenamento. O pátio atualmente utilizado está com capacidade esgotada, o que limitava as ações de fiscalização. Com a conclusão do novo pátio municipal, a Diretran deverá iniciar a remoção sistemática dos veículos irregulares. “Hoje temos dificuldade até para apreender, porque não temos onde colocar. O novo pátio vem justamente para resolver esse problema e dar condições adequadas de guarda”, explicou Casaroli.

Ele ressaltou que a estrutura também atende a uma exigência de responsabilidade do poder público. “Quando o veículo é recolhido, ele passa a ser de nossa responsabilidade temporariamente. Precisamos garantir segurança e integridade até que o proprietário regularize a situação”, afirmou. Além dos veículos abandonados, o espaço será utilizado para automóveis apreendidos em outras situações, como infrações de trânsito identificadas durante blitze e operações de fiscalização.

Casaroli explicou que, após o recolhimento, os veículos permanecerão no pátio por um período determinado. Caso não sejam retirados pelos proprietários mediante regularização e pagamento das taxas previstas, poderão ser levados a leilão. “É o procedimento natural previsto em lei. O proprietário ainda tem a oportunidade de reaver o veículo, mas, se isso não ocorrer, ele segue para leilão”, explicou.

O diretor ressaltou aos proprietários que façam a retirada dos veículos antes do início das remoções. A recomendação é evitar custos adicionais e a perda definitiva do bem. “Faço um alerta: em breve esses veículos já não estarão mais à disposição dos proprietários. O melhor caminho é regularizar a situação agora”, disse Casaroli.