IDR-Paraná orienta produtores sobre qualidade da silagem em Roncador
O IDR-Paraná promoveu um treinamento voltado a produtores de leite da comunidade Rio Azul, em Roncador, com foco no uso correto das peneiras de Penn State na produção de silagens. A atividade fez parte do acompanhamento técnico da bovinocultura leiteira realizado no município. “O objetivo foi orientar os produtores sobre a regulagem adequada da ensiladeira e a avaliação do tamanho das partículas da silagem, fator diretamente ligado à qualidade do alimento fornecido aos animais”, comentou o técnico em agropecuária do IDR-Paraná, Messias Kalinoski, que coordenou a atividade.
Durante o treinamento, os produtores acompanharam a avaliação da silagem por meio das peneiras, ferramenta que permite verificar a distribuição granulométrica do material, a efetividade da fibra para a saúde ruminal e a necessidade de ajustes no processamento da forragem e dos grãos. Kalinoski destacou a importância do ajuste correto dos equipamentos no momento da colheita. “Quando a ensiladeira está bem regulada, a silagem fica mais uniforme, o animal consegue ruminar melhor e aproveitar mais os nutrientes. Isso reflete diretamente no consumo e no desempenho do rebanho”, explicou o técnico.
A atividade foi realizada na propriedade do produtor Paulo Miguel da Silva, assistido pelo Instituto, no mesmo momento da confecção da silagem, o que permitiu demonstrações práticas e ajustes imediatos no equipamento. “Essa abordagem melhora o padrão da silagem que será armazenada, reduz perdas e aumenta a eficiência do alimento ao longo do uso”, explicou Kalinoski.
De acordo com ele, com base em parâmetros técnicos utilizados na extensão rural, a regulagem adequada da ensiladeira pode reduzir as perdas no processo de ensilagem, que normalmente ficam entre 8% e 12%, para patamares de 3% a 5%, graças à melhor compactação e menor deterioração do material. Também é estimada uma melhoria de 5% a 10% na eficiência alimentar, com reflexos diretos no desempenho dos animais.
O técnico também destacou a possibilidade de redução no uso de concentrado, com economia média entre 0,5 e 1 quilo por animal ao dia, dependendo do sistema de produção. Com isso, os custos com alimentação — principal despesa da atividade pecuária — podem cair entre 10% e 20%, impactando positivamente a margem econômica da propriedade ao longo do ano.
“Esta ação faz parte do trabalho contínuo de assistência técnica e extensão rural desenvolvido pelo IDR-Paraná, com foco no uso de tecnologias simples, de baixo custo e alto retorno, fortalecendo a sustentabilidade e a rentabilidade dos sistemas de produção pecuária no município e na região”, complementou Kalinoski.

