AMOR tem três letras – por Gilmar Cardoso
E segundo o poeta nordestino de cordel Bráulio Bessa: As três letras de mãe / que tem o poder de carregar / toneladas de amor e de ternura, uma infinidade de bravura / e uma luz que jamais vai se apagar, / pois seu brilho é capaz de iluminar / o caminho que vamos percorrer. / Se arrisca pra poder nos proteger / Não importa por onde a gente for. / Nas três letras de mãe tem tanto amor / que não há quem consiga descrever.
Carlos Drummond de Andrade, no poema – Para Sempre – pergunta “Por que Deus / permite que as mães vão-se embora? / Mãe não tem limite, é tempo sem hora, / Morrer acontece / com o que é breve e passa sem deixar vestígio./
Mãe, na sua graça,/ é eternidade. / Por que Deus se lembra / – mistério profundo – de tirá-la um dia? / Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca (…)/.
Dentre inúmeras Canções que retratam-na a dos irmãos sertanejos Zezé Di Camargo & Luciano:”No dia em que eu saí de casa / Minha mãe me disse: Filho, vem cá / Passou a mão em meus cabelos / Olhou em meus olhos / Começou falar / Por onde você for, eu sigo com meu pensamento / Sempre onde estiver / Em minhas orações, eu vou pedir a Deus / Que ilumine os passos seus”.
Rick&Renner quase que em oração: “Mãe, hoje eu descobri que eu cresci / É que de repente eu me vi / Tão sozinho na estrada / Mãe, hoje eu precisei de você / Eu não sabia o que fazer / Me vi de mãos atadas (…) Mãe, me dá teu colo Mãe, mulher que adoro / Mãe, se existo devo a ti meu respirar / Mãe, tão puro amor de mãe / Que às vezes não me vêm / Palavras pra expressar Mãe, pra ti conjugo o verbo amar …”.
Em Dona Cila, Maria Gadu – “De todo o amor que eu tenho / Metade foi tu que me deu (…) Ó meu pai do céu, limpe tudo aí / Vai chegar a rainha Precisando dormir / Quando ela chegar / Tu me faça um favor / Dê um manto a ela, que ela me benze aonde eu for”.
A Gospel Eyshila, em Exemplo de Mulher — Quantas vezes eu não te escutei / E escolhi os meus caminhos / Mas você não desistiu de mim / Você sempre viu muito além / Do que os outros conseguiram ver / E porque você orou, eu venci!
Em Trem Bala, Ana Vilela diz que”É sobre saber que em algum lugar alguem zela por ti / É sobre ter abrigo e fazer morada no seu coração / E se eu precisar, você sempre irá me estender sua mão”.
Em ‘Deus há de ser’ (Elza Soares) cantou que “Deus é Mãe / E todas as ciências femininas / A poesia, as rimas / Querem o seu colo de madona”.
Por Você — de Frejat, não é, necessariamente, uma música para o Dia das Mães, mas combina com o amor que transborda quando falamos sobre família: Por você eu / dançaria tango no teto / Eu limparia os trilhos do metrô / Eu iria a pé do Rio a Salvador.
Na Conta, de (Nando Reis): “Desde o dia em que eu perdi minha mãe / Eu me perdi de mim também / Perdi no mundo o que era o mundo meu / – minha mãe”
Rosa, de Pixinguinha, apropriada para todas as Mães; Tu és divina e graciosa, estátua majestosa do amor, por Deus esculturada. É formada com ardor da alma, da mais linda flor”.
À MÃE ESQUECIDA, de Gilmar Cardoso: “MÃE: Três sinais gráficos somente, / Mas com um sentido profundo. / Céu também, só tem três letras, / E no entanto, é a redenção do mundo!” Mãe que é mãe se cansa, mas descansar, não descansa!
Cremos que há algo nas mulheres que lembra Deus! Sua ação é vida: tornou-se gente; caminha com a gente; sofre, chora, consola, perdoa, anima, renova e santifica. Amor-doação, dado de graça. Amor grande demais. Deus é Mãe!
O rei Roberto Carlos eternizou: “Eu tenho tanto pra lhe falar / mas com palavras, não sei dizer / como é grande o meu amor por você!”.
PARABÉNS E FELIZ DIA DAS MÃES!
GILMAR CARDOSO, advogado, poeta, membro da Academia Mourãoense de Letras, é associado ao Rotary Club de Curitiba e membro fundador da Cadeira 28 da Academia Brasileira Rotária de Letras – Abrol/Paraná.

