Operação apreende mais de R$ 600 mil em iPhones e medicamentos na região
Uma operação da Receita Federal, na madrugada desta quarta-feira (27), resultou na apreensão de smartphones, medicamentos e eletrônicos escondidos em compartimentos clandestinos instalados dentro de veículos utilizados por uma organização criminosa na região de Campo Mourão. A carga apreendida foi avaliada em mais de R$ 600 mil.
A ação foi coordenada por equipes da Receita Federal de Maringá após trabalho de inteligência que identificou possível transporte irregular de mercadorias oriundas do Paraguai. Conforme as informações divulgadas à imprensa, a ocorrência foi registrada na região de Campo Mourão, sem detalhamento do município.
Os dois veículos investigados, ambos locados, foram encontrados em um estacionamento de shopping center. Durante a abordagem, os ocupantes afirmaram que transportavam apenas produtos dentro da cota permitida de importação, armazenados nos porta-malas dos automóveis.
No entanto, durante uma fiscalização detalhada, os servidores federais descobriram um sofisticado esquema de ocultação de mercadorias.
Segundo a Receita Federal, os produtos estavam escondidos dentro de carcaças de baterias automotivas adulteradas. As estruturas falsas haviam sido adaptadas para funcionar como compartimentos clandestinos e permaneciam ligadas aos cabos elétricos dos veículos para simular funcionamento normal.
Ainda conforme a fiscalização, os automóveis foram modificados para operar por meio de outra fonte de energia, permitindo que as baterias falsas servissem exclusivamente para esconder os produtos transportados ilegalmente.
Ao todo, foram apreendidos 90 aparelhos iPhone 17 Pro e Pro Max, seis smartwatches e mais de 120 ampolas de Tirzepatida — medicamento utilizado no tratamento de diabetes e também procurado para emagrecimento. A carga foi avaliada em mais de R$ 600 mil. Os três ocupantes dos veículos foram presos em flagrante e encaminhados à Polícia Federal, onde permanecem à disposição da Justiça.
Em nota, a Receita Federal destacou que mantém atuação permanente no combate aos crimes transfronteiriços, especialmente no enfrentamento ao contrabando e descaminho. “Esse tipo de prática prejudica a economia formal, alimenta organizações criminosas e representa riscos à segurança da população”, ressaltou o órgão fiscalizador.

