Milhares de cooperados participam do Encontro de Inverno da Coamo
A Coamo Agroindustrial Cooperativa está promovendo na Fazenda Experimental, em Campo Mourão, a 20ª edição do Encontro de Inverno, evento técnico que reúne milhares de produtores rurais cooperados para apresentar resultados de pesquisas, novas tecnologias e estratégias voltadas ao aumento da produtividade no campo. O encontro teve início na terça-feira (23) e será encerrado nesta quinta-feira (25), com participação aproximada de 2.100 cooperados ao longo dos três dias, média de cerca de 700 participantes por dia.
Nesta edição, os cooperados acompanham cinco estações técnicas com os temas: manejo do nitrogênio no milho segunda safra – estratégias para maior eficiência produtiva; planejamento de terraços com o uso de imagens aéreas e ferramentas de Agricultura de Precisão; plantas daninhas e doenças no trigo – estratégias de manejo e controle; controle integrado de plantas daninhas no sistema de produção Milho 2ª Safra – Soja; e verticalização da propriedade na pecuária de corte.
O idealizador da Coamo Agroindustrial Cooperativa e presidente do Conselho de Administração da cooperativa, José Aroldo Gallassini, comentou que o encontro já foi realizado em Dourados (MS) e que agora ocorre em Campo Mourão em razão do zoneamento de plantio em épocas diferenciadas. “É um trabalho que nós repassamos aos cooperados. O resultado desse trabalho é de pesquisa junto às multinacionais que produzem semente de soja e híbridos de milho. E fizemos pesquisa aqui também para repassar ao quadro social essas novas tecnologias que vão chegando. O objetivo é sempre buscar o aumento de produtividade. Então é um trabalho grande”.

Gallassini destacou a grande adesão ao evento. “Estamos tendo uma participação muito grande. E a participação do nosso quadro funcional também, que está ligada a essa assistência técnica e a todo o quadro social”. Participam do encontro cooperados da região Sul (Santa Catarina e Paraná), do Mato Grosso do Sul, da região Oeste e de diversos municípios da Comcam, entre eles Campina da Lagoa, Mamborê, Juranda, Ubiratã, Campo Mourão, entre outros. “Os encontros permitem ao produtor acesso à introdução das novas tecnologias que vão chegando, novas variedades e novos tratamentos”, disse Gallassini.
Ele destacou ainda a definição dos temas das estações. Explicou que as escolhas são conduzidas pela equipe técnica da cooperativa. “Nós temos o pessoal da área de pesquisa que conduz os trabalhos. Então eles selecionam aquilo que há de mais interesse para o quadro social e fazem a apresentação destes assuntos, apresentando o resultado do trabalho nas estações. São cinco estações para os cooperados. Então, ele tem diretamente do pesquisador todas as informações técnicas”, falou.

O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, destacou que o encontro faz parte da missão da cooperativa e está alinhado aos princípios do cooperativismo. “Faz parte dos sete princípios do cooperativismo. Um deles é formação e informação, transferência de conhecimento”. Segundo ele, o diferencial da cooperativa está justamente em testar tecnologias antes que elas cheguem às propriedades. “Nós fazemos aqui aquilo que o produtor não precisa fazer na fazenda dele, que é arriscar, correr risco, pegar uma tecnologia desconhecida e testar para ver se dá certo na safra dele. A safra dele de verão é uma por ano, a safra de inverno dele é uma por ano. Então, para que correr risco? Então, a cooperativa testa tudo aqui, comprova as tecnologias, busca tecnologias no mundo inteiro, testa aqui com universidades, com entidades de pesquisa, com multinacionais, empresas nacionais que desenvolvem tecnologia. Se comprovado for, a gente coloca no nosso portfólio”.
A partir desses resultados, explicou Galinari, os mais de 400 agrônomos da cooperativa passam a recomendar as tecnologias aos produtores. “Nós não temos nenhuma ligação com nenhuma empresa específica, a gente testa tudo. O nosso viés é o cooperado, a única pessoa que realmente a gente busca beneficiar, levar a tecnologia e transferir isso com velocidade”, ressaltou.

Ele também citou exemplos de problemas antecipados pelas pesquisas conduzidas na Fazenda Experimental. “A gente tem exemplos de situações que nós prevíamos. Ou seja, a pesquisa já antecipava problemas”. Como exemplo, Galinari mencionou a cigarrinha do milho. “A Fazenda Experimental antecipou com quase dois anos o problema dessa praga, problema de mancha-alvo, lagarta da espiga no milho, entre outros. Então, vários problemas que a gente identificou e repassou ao cooperado para poder se antecipar à sua cultura e não ter perdas”, frisou. “Essa é a finalidade. Nós não somos empresa que desenvolve tecnologia, nós transferimos tecnologia. Buscamos, testamos e transferimos para que o cooperado se beneficie delas”, enfatizou.
O presidente executivo reforçou que todas as tecnologias apresentadas no encontro possuem aplicação prática no campo. “Só apresentamos aquilo que pode aplicar, que dá resultado. Para ela entrar no nosso portfólio de recomendações, ela tem que passar por uma, às vezes duas safras aqui, para colher resultados. Nós temos que mostrar em números o que o cooperado vai ganhar e aí ele decide se vale o investimento”. Galinari observou o comprometimento dos produtores ao destacar o sucesso do encontro. “Mesmo com o frio intenso, os produtores não deixaram de participar. Isso comprova a importância destes encontros”, argumentou.
Segundo o diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles Dias, os cinco temas foram definidos considerando relevância e impacto direto no trabalho dos cooperados.
“Todos os dias foram de ‘casa cheia’ dos cooperados, junto de suas famílias, para participarem do nosso evento. Então isso cada vez mais nos motiva a fazer coisas bem feitas e bem organizadas com assuntos realmente de importância para poder realmente agregar conhecimento aos nossos cooperados e cooperadas. É uma oportunidade ímpar. Temos pesquisadores da Embrapa Soja todos os dias apresentando informações e novas tecnologias, e também parceiros do IDR-Paraná, entre outros”, destacou.
Da teoria para a prática
Entre os participantes deste encontro está a produtora rural Graziela Calderi, de 50 anos, moradora de Campo Mourão e proprietária rural no município de Farol. Ela contou que participa do encontro há uma década e afirma que os conhecimentos apresentados geram resultados práticos.
“Eu sempre digo que os encontros são como se fossem uma aula ao produtor. Participando dos encontros, a gente fica a par de tudo que realmente está acontecendo. A gente se atualiza sobre os diferentes tipos de sementes, maquinários, enfim, tudo o que há de mais novo e mais moderno no campo”, frisou. Ela garantiu que todo o conteúdo apresentado na teoria nas estações realmente funciona na prática no dia a dia. Graziela disse que o evento representa uma oportunidade de atualização constante e contato direto com pesquisadores dos principais institutos do país. “Percebemos, ao longo dos anos, a diferença da produtividade no dia a dia com tecnologias implementadas por meio destes encontros”, afirmou.
Estações do encontro
1- Manejo do nitrogênio no milho segunda safra – estratégias para maior eficiência produtiva.
2 – Planejamento de terraços com o uso de imagens aéreas e ferramentas de Agricultura de Precisão.
3 – Plantas daninhas e doenças no trigo – estratégias de manejo e controle.
4 – Controle integrado de plantas daninhas no sistema de produção Milho 2ª Safra – Soja.
5 – Verticalização da propriedade na pecuária de corte.











