Secretário reforça chamado a pais para que levem filhos para vacinar

O secretário de Estado da Saúde, César Augusto Neves, reforçou o chamado para que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes às unidades de saúde para atualizar a carteira de vacinação. O pedido foi feito em entrevista à TRIBUNA durante passagem por Campo Mourão, na sexta-feira (31), para a inauguração do Hospital Unimed.

A campanha estadual de multivacinação começou na segunda-feira (3) e tem como principal objetivo identificar doses atrasadas e ampliar a proteção contra doenças que podem ser evitadas por meio da imunização. “Pedimos principalmente aos pais que levem as cadernetas de saúde. As equipes vão verificar qual vacina está eventualmente em atraso para que ela possa ser aplicada e nossas crianças e adolescentes sejam protegidos”, afirmou o secretário.

O secretário informou que o Paraná conta com cerca de 1.850 salas de vacinação distribuídas pelos 399 municípios. A orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com documento pessoal e a carteira de vacinação. “Os horários e as estratégias de atendimento são definidos por cada prefeitura, podendo incluir abertura estendida, ações em escolas e atendimento aos finais de semana”, afirmou.

Além da conferência completa da caderneta, Neves destacou a oferta da vacina contra a poliomielite, doença também conhecida como paralisia infantil. A poliomielite não apresenta circulação no Brasil há décadas, mas o secretário alertou que a manutenção dessa condição depende de altas coberturas vacinais. “Não existe doença erradicada por decreto. A gente erradica a doença com vacina no braço”, ressaltou.

A multivacinação permite que as equipes verifiquem, conforme a idade e o histórico de cada pessoa, quais doses previstas no Calendário Nacional estão pendentes. A estratégia busca reduzir o risco de retorno de doenças controladas e facilitar o acesso da população aos imunizantes.

O secretário também manifestou preocupação com o risco de circulação do sarampo. Segundo ele, a movimentação de pessoas entre estados e países exige vigilância constante, especialmente após grandes eventos internacionais. Neves lembrou que o continente americano chegou a receber a certificação de área livre da doença, mas voltou a registrar transmissão posteriormente. O Paraná enfrentou um surto em 2019, com aproximadamente 2 mil casos, conforme o secretário. “Atualmente, o Estado não registra casos há algum tempo, situação que pretendemos preservar com o reforço da vacinação”, frisou.

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A intensificação da imunização é considerada necessária diante do risco de entrada do vírus por pessoas infectadas em outras regiões. “Queremos continuar sem casos. As vacinas estão disponíveis nas unidades de saúde e cada município organiza sua estratégia para facilitar o acesso da população”, afirmou Neves.

A recomendação é que os responsáveis não tentem identificar sozinhos quais doses estão em atraso. A equipe da unidade de saúde deve analisar a carteira e indicar os imunizantes necessários conforme a idade e o histórico vacinal da criança ou do adolescente.