O que não presta no Senado

Que os cônsules se acautelem para que a República não sofra nenhum dano”.

Ditame do Senado de Roma

Quais são as principais atribuições do Senado? Como tem sido a atuação dos senadores do Paraná? Nestas eleições são duas as vagas senatoriais.

Antes de situar o caro (e) leitor quanto às perguntas neste início de Coluna, eu estou entre aqueles que ainda não decidiu em quem votar para o Senado. E provavelmente só farei uma escolha, pois não voto em branco ou nulo.

O Senado é a República Federativa do Brasil, a Câmara Alta, representação igualitária de todos os Estados brasileiros (26), mais o Distrito Federal, sendo três senadores como representantes das Unidades Federativas. O total é de 81 Senadores. A Casa será renovada em dois terços das cadeiras.

O Senado revisa as propostas (projetos de lei) oriundas da Câmara dos Deputados. Compete o Senado fiscalizar o Poder Executivo como o controle fiscal; Julgar o presidente da República e apresentar emendas à Constituição. Também atribuição da Casa sabatinar para a aprovação, ou não, dos nomes para integrarem o STF – Supremo Tribunal Federal.

Os atuais senadores representantes do Paraná são, Flávio Arns (PSB), Oriovisto Guimarães (PSDB), com mandatos de oito anos prestes a serem encerrados, e Sérgio Moro (PL), com mandato cumprido a metade, quatro anos.

Pouca gente sabe o papel do Senado e se lembra dos citados nomes, os ilustres do Paraná em Brasília. O desconhecimento de uma significativa parcela dos paranaenses não pode ser atribuída apenas a uma falta de interesse generalizada que tem a ver com o senso comum e político.

Fora de qualquer dúvida, o desconhecimento está relacionado a atuação pífia de todos os nossos representantes.

A começar pelo tíbio Flávio Arns, que já exerceu por oito outros anos o referido mandato. A produção legislativa é irrisória e oportunista. Para mencionar um só fato – por se eleger a custa delas – a crise envolvendo as APAE’s que sofreram sérios riscos de perderem o repasse de recursos financeiros dos municípios e do Paraná, quando foi proposta a inclusão pura e simplesmente dos que são atendidos por elas, que passariam a frequentar os estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio.

O inapto senador nem cogitou concorrer novamente ao cargo por não ter chance alguma.

Quando fez campanha, aliás robusta financeiramente, o empresário se propalou contrário aos vícios governamentais e políticos, enfatizou não ser político, Oriovisto se caracterizou por ser embaciado, sem ter relevância tanto para o Paraná quanto para o Brasil. Também é pouco lembrado pelos paranaenses, ainda que o nosso eleitorado costume se esquecer fácil e rapidamente para quem votou nos pleitos recentes.

Embora a completar quatro anos, Sérgio Moro teria dificuldade em justificar o mandato que tem, tanto é assim que, disputando o governo paranaense, na campanha se refere basicamente aos feitos passados como juiz da Lava a Jato, ter prendido Lula. Ainda sobre passado recente, quando ministro da justiça, não conseguiu engendrar projetos de lei para crimes que ele pretendida endurecer a pena.

Caso deixe o Senado, ficaria, hoje, sem se firmar para o que veio. Mudou de partido três vezes, PODEMOS (2021), UNIÃO BRASIL (2022) e recentemente o PL-Partido Liberal, filiações partidárias que atenderam exclusivamente a vontade ambiciosa pessoal, caminho que a deputada federal Rosângela Moro, ainda parlamentar por São Paulo, quer trilhar ao lado dele, querendo agora representar o Paraná. Ela também pulou de um partido para outro, como o marido dela.

Fases de Fazer Frases (I)

O poder tanto vale para o fazer, quanto para o não fazer.

Fases de Fazer Frases (II)

Brasileiro tem criatividade permanente, até para o que é provisório.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

Chama atenção o número de candidatos a deputado – estadual e federal – que pretendem lutar em favor da causa animal, tem quem apareça segurando cachorro ou usando pata como símbolo.

Nada absolutamente contra a causa, mas tem candidato que nunca se posicionou em favor da vida humana, inclusive existem aqueles que ficaram omissos ante as quase 800 mil mortes de seres humanos pela COVID-19, porque o governo anterior não apoiou e providenciou vacinas, mas propalou a cloroquina como cura.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Lendo uma Coluna política do tradicional jornal de Apucarana (conteúdo da redação) Tribuna do Norte, consta a expressão legendeiros, para fazer referência a candidatos que não têm chances de eleição, mas estão a buscar visibilidade para as eleições de prefeito.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

A propósito da subnota acima, quanto a legendeiros, expressiva parte dos eleitores mourãoenses e da região sabem – e bem – quais são os nomes que estão para valer na disputa e quais são aqueles que são legendeiros, sem chance alguma, para fazer média com os arranjos partidários.

Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)

A pior crise do STF – Supremo Tribunal Federal será resolvida com sessão plenária com todos os ministros reunidos presencialmente e a portas abertas?

Eis a questão?

Farpas e Ferpas

Não tenha dó de quem dó não tem.

Sinal Amarelo

Manter o equilíbrio é maior esforço do que pender para qualquer lado.

Trecho e Trecho

É inútil conhecer a lei sem conhecer as pessoas para as quais ela foi estabelecida”.[Justiniano Taurésio].

Eu não temeria um grupo de leões conduzido por uma ovelha, mas eu sempre temeria um rebanho de ovelhas conduzido por um leão”. [Alexandre, o grande].

Reminiscências em Preto e Branco

De há muito em Campo Mourão já não se pede o voto para cada eleitor por parte dos candidatos, a cidade cresceu em número de habitantes e de eleitores, respectivamente mais de 104 mil moradores, sendo pouco mais de 70 mil eleitores.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal