IA em razão da emoção

“Não é a inteligência artificial que devemos temer, mas a ausência

de inteligência natural para guiá-la com sabedoria”.

Andrés Gianni

A Inteligência Artificial é, de fato, uma realidade sem volta. Contudo, é fundamental estabelecer diretrizes éticas para o uso dela.

Na educação existem preocupações dos professores e pedagogos pertinentes à produção textual quanto ao uso da Inteligência Artificial.

Trabalhos de pesquisa, redações e todo o tipo de comunicação e expressão, são feitos em grande quantidade, tipo “copiar” e “colar”. Ou seja, nada ou bem pouco de original dos ditos autores.

O que é produzido artificialmente, um texto pedido e atendido pela IA, tem sido, pasmem, corrigido pela própria IA.

O Conselho Nacional de Educação – CNE aprovou um marco regulatório que garante a correção/revisão das redações nas escolas deve ser feita por professores e não por máquinas.

Segundo a citada resolução, o intuito, dentre outros, é garantir a própria humanização da preparação, produção, correção e orientação sobre os textos produzidos em sala de aula e noutros ambientes escolares.

Em um contexto, situação que poderia ser classificada como corriqueira: Depois de fazer uma redação, sendo ela corrigida por um professor, é o profissional da educação que irá, de fato, avaliar a qualidade do texto, a evolução por parte do estudante.

A formulação e o exercício do pensamento ficam comprometidos, inclusive a autonomia como a produção do saber. E não é mero acaso o erro, a finalidade é impedir pessoas críticas.

É fácil afirmar que devemos aprender com os erros, mas a crítica e a autocrítica envolvem também questões emocionais como a autoestima, mais agudizadas e delicadas nas séries iniciais da escolarização.

Com a IA não tem nada disso, é ou não é.

Governos dos mais variados níveis e escolas particulares vêm empregando a IA para a correção de provas e textos, visando pura e simplesmente dispensar o trabalho humano e profissional do professor.

É a precarização do labor docente. É a desumanização entre estudantes e professores, intermediados e ditados pela máquina.

Vale rememorar um fato conhecido, mas ainda válido. É a pergunta da máquina, o computador, que indaga para o usuário, se ele é humano ou robô? Cabe acrescentar, quem tiver dúvida, pergunte à IA.

A mais moderna câmera fotográfica, ou uma caneta de ouro, não tornam automaticamente uma pessoa excelente fotógrafo, ou qualquer um capaz de redigir.

Fases de Fazer Frases (I)

Tão cegos, os fanáticos idólatras de candidatos votarão pelo código braille?

Fases de Fazer Frases (II)

Fuja da mentira mesmo antes de alcançar a verdade.

Fases de Fazer Frases (III)

Narcisismo é invejar-se.

Fases de Fazer Frases (IV)

Não confundamos: Aponta com a ponta. Nem ponte com aponte.

Fases de Fazer Frases (V)

Medrosos se comprazem da covardia alheia.

Fases de Fazer Frases (VI)

Com o passar de muitos anos o que mais espanta é a velhice.

Fases de Fazer Frases (VII)

Evitar o erro é um acerto.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

No ano passado 164,6 bilhões de reais foram gastos pelo Poder Judiciário brasileiro, o maior de toda a história, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Nem é necessário tecer maiores comentários, mas acrescentar, o valor representa 1,3% do PIB – Produto Interno Bruno.

O que pensa e age a chamada elite brasileira? Praticamente não existe protesto, em uma referência inclusive a Campo Mourão.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Em referência ao subtítulo acima e quanto a protestos, tem quem considere um crime, bando de vagabundos etc, os que se beneficiam do Bolsa Família, vindo à tona as acerbadas críticas após o anúncio feito pelo governo federal, que elevou o valor do repasse.

Gritam, esperneiam apenas pelo lado da conveniência. Não se trata de se defender acusando os outros, mas sim absolutamente ter um comportamento coerente.

Farpas e Ferpas (I)

Não basta escolher as palavras, é preciso saber dizê-las.

Farpas e Ferpas (II)

A fome é o maior paladar.

Sinal Amarelo (I)

Ter dúvidas exercita o pensamento.

Sinal Amarelo (II)

Ter certezas exercita a ação.

Trecho e Trecho

“O inimigo avança, retiramos. O inimigo acampa, provocamos. O inimigo cansa, atacamos. O inimigo se retira, perseguimos”. [Mao Tsé-Tung].

“Um líder autêntico, em vez de buscar consenso, molda-o”. [Martin Luther King Jr.].

Reminiscências em Preto e Branco

Em 1955 as eleições brasileiras passaram a ter o voto impresso, o eleitor escrevia o nome do candidato ou o número dele (para o parlamento) e para o executivo assinalava com um “X”. Daí se popularizou a expressão votar em branco, quando o eleitor não escrevia nada. Atualmente o voto em branco tem tecla própria, claro, com a cor branca. Tem, segundo analistas, que o voto em branco pode significar que o eleitor está satisfeito e assim ficaria com qualquer escolha. Mas tem eleitor que considera o contrário.

José Eugênio Maciel | [email protected]

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