Após decretar situação de emergência por duas vezes em um período de cerca de duas semanas, a prefeita de Roncador, Marília Perotta Bento Gonçalves, anunciou nesta quarta-feira (4) que a prefeitura não fará a festa de aniversário do município neste ano na data prevista, em razão dos alertas de tempestades severas e da não liberação dos recursos financeiros previstos por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setu). As festividades e os shows em comemoração aos 65 anos de emancipação estavam programados para este fim de semana.
A suspensão foi comunicada em uma nota oficial assinada pela prefeita. Conforme o documento, as comemorações poderão ocorrer em uma nova data. A prefeitura informou que os alertas emitidos pelo Simepar e pela Defesa Civil exigem cautela e lembra que diversas cidades do Paraná sofreram prejuízos com os temporais nos últimos dias e que Roncador também foi atingido por chuvas intensas, que provocaram alagamentos, desmoronamentos e destruição de pontes e bueiros.
Conforme a administração municipal, os alertas permanecem e não há como garantir que novos temporais não atinjam o município. “Diante desse cenário o momento exige concentrar os recursos públicos na recuperação dos estragos, na manutenção dos serviços essenciais e, principalmente, na proteção das pessoas”, destacou Marilia na nota.
No comunicado, a administração diz entender a expectativa da população e lamenta a necessidade de suspender as comemorações. Também afirma que celebrar o aniversário de Roncador envolve cuidar da cidade e da segurança dos moradores. “As festividades podem esperar. A segurança das pessoas e a recuperação do nosso Município precisam ser prioridade agora”, destaca o documento.
Emergência
Conforme reportagem publicada pela TRIBUNA nessa terça-feira (3), Roncador decretou situação de emergência pela segunda vez após novos estragos provocados pelas chuvas. O decreto tem validade de 180 dias e relata um acumulado estimado de 150 milímetros em aproximadamente sete horas no dia 24 de outubro.
Entre os danos estão pontes destruídas e comprometimento de estradas e bueiros. Na Escola Municipal Afonso Camargo, a queda de um muro levou à interdição da quadra esportiva. Na Unidade Básica de Saúde de Alto São João, duas salas foram interditadas. Duas residências também ficaram sob risco de desabamento após os muros de contenção cederem.
O primeiro decreto foi motivado por 231 milímetros de chuva em três dias. Na ocasião, dez casas foram alagadas e duas famílias precisaram sair temporariamente, retornando no dia seguinte. Houve danos à infraestrutura e perdas nas lavouras de trigo e soja e em estruturas da pecuária. O primeiro decreto foi homologado pelo governador Ratinho Junior.